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Claude já lidera 26% do desenvolvimento de IA na Anthropic

Segundo a Anthropic, o modelo já responde por mais de um quarto do trabalho de pesquisa usado para criar seus sucessores — ante quase zero no início do ano, mostra relatório de transparência da empresa.

Redação Apuramos

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Google DeepMind/Unsplash — imagem ilustrativa
Google DeepMind/Unsplash — imagem ilustrativa

A Anthropic revelou que seu chatbot Claude já lidera 26% de todo o trabalho de pesquisa e desenvolvimento (P&D) usado para criar as próximas gerações de seus próprios modelos de inteligência artificial. O número, divulgado pela empresa na quinta-feira (17) e replicado por agências internacionais como a Bloomberg e a Associated Press (AP), partiu de patamares próximos de zero no início de 2026.

Segundo a Anthropic, mais de 90% do trabalho de P&D realizado em agosto envolveu algum tipo de colaboração entre humanos e o próprio Claude. A empresa afirma que o modelo já consegue concluir boa parte das tarefas "de ponta a ponta a partir de um comando de alto nível", mas segue sob supervisão humana.

Os números fazem parte de um novo relatório de transparência que a empresa passará a publicar regularmente. Segundo a Anthropic, a meta é "minimizar a distância entre o que os laboratórios de ponta sabem e o que o público sabe" sobre o avanço da automação em IA — e a empresa convidou concorrentes a adotarem metodologia semelhante.

De acordo com o levantamento, cerca de 30 mil agentes de IA executaram tarefas de pesquisa e engenharia na plataforma interna da Anthropic só em agosto, tomando mais de 1 bilhão de decisões. Desse total, apenas 1 a cada 47 mil decisões foi bloqueada pelos sistemas internos de segurança.

A questão da segurança aparece com destaque no relatório. Em uma semana de julho, 6% de toda a capacidade computacional destinada a P&D foi usada em trabalhos de segurança; quando se considera apenas a pesquisa conduzida por IA, essa fatia sobe para 12%. A empresa reconhece o risco embutido no processo: "modelos que aceleram o próprio desenvolvimento podem tornar mais desafiador para os humanos entenderem ou controlarem esses sistemas", diz o relatório, citado pelo site brasileiro Olhar Digital.

Apesar do avanço, a Anthropic faz questão de frisar que o Claude "ainda não opera de forma totalmente autônoma em nenhuma atividade avaliada" e que decisões estratégicas continuam nas mãos de pesquisadores humanos.

O anúncio ocorre em meio a um debate crescente na indústria sobre o ritmo do desenvolvimento de IA. Enquanto o CEO da Anthropic, Dario Amodei, tem defendido publicamente mais cautela e transparência no setor, rivais como Sam Altman, da OpenAI, e figuras como Elon Musk seguem pressionando por avanços mais rápidos — postura que também encontra eco em declarações do presidente americano Donald Trump sobre a corrida tecnológica global.

Para especialistas do setor, o salto de participação do Claude no próprio desenvolvimento — de perto de zero para mais de um quarto do trabalho de P&D em poucos meses — ilustra como os grandes laboratórios de IA já dependem de seus próprios modelos para acelerar a criação de sucessores, um movimento que tende a se intensificar nos próximos relatórios da empresa.

Fontes consultadas nesta apuração

  • anthropic
  • claude
  • inteligência artificial
  • ia autônoma
  • tecnologia

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