Copom corta Selic a 13,75% pela 5ª vez seguida em 2026
Decisão foi unânime; taxa saiu de 14,00% para 13,75% ao ano e Banco Central evita prometer novos cortes até a reunião de 4 de novembro.
Redação Apuramos
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Decisão foi unânime; taxa saiu de 14,00% para 13,75% ao ano e Banco Central evita prometer novos cortes até a reunião de 4 de novembro.
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual nesta terça-feira (16), levando a taxa básica de juros de 14,00% para 13,75% ao ano. A decisão foi unânime entre os sete membros do colegiado.
Trata-se do quinto corte consecutivo da Selic em 2026, segundo o portal TMC. O ciclo começou em março, quando a taxa saiu de 15,00% para 14,75%, e seguiu com reduções em maio, junho e agosto até chegar aos atuais 13,75%.
Segundo o InfoMoney, o comunicado divulgado após a reunião não sinalizou o ritmo dos próximos cortes. O Copom afirmou que "a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações necessárias para assegurar a convergência da inflação à meta".
De acordo com o Jornal do Brasil, o colegiado optou por aguardar a evolução dos indicadores macroeconômicos até a próxima reunião, marcada para 4 de novembro, sem se comprometer com um novo corte.
O IPCA acumulado em 12 meses está em 4,22%, dentro do teto da meta de inflação (4,5%), mas as projeções de mercado para 2026 e 2027 seguem acima do centro da meta, em 4,9% e 4,3%, respectivamente, aponta o InfoMoney. O comunicado do Copom classifica os riscos inflacionários como "mais elevados que o usual, com assimetria altista" — ou seja, maior chance de a inflação superar do que ficar abaixo do projetado.
Entre os riscos citados está uma possível "taxa de câmbio persistentemente mais depreciada", que pressionaria os preços internos. A decisão também ocorre em meio a turbulência externa: nos Estados Unidos, o Federal Reserve subiu os juros pela primeira vez desde 2023, e o mercado global segue de olho em tensões geopolíticas e na alta do petróleo.
O mercado está dividido sobre o que vem a seguir. Segundo o InfoMoney, a Suno Research e o C6 Bank avaliam que o corte de setembro deve ter sido o último do ano, diante dos riscos para o quarto trimestre. Já a XP projeta novos cortes de 0,25 ponto nas próximas reuniões, levando a Selic a 13,25% até dezembro.
Para a Supernova Investimentos, o Banco Central "comprou tempo" ao evitar sinalizar os próximos passos — uma estratégia deliberada em ano eleitoral, quando juro, câmbio e bolsa tendem a reagir mais a notícias políticas do que a dados econômicos, avalia a Meraki Capital, ambas citadas pelo InfoMoney.
Na prática, a Selic é o principal instrumento do Banco Central para conter a inflação e influencia diretamente o custo do crédito no país, do financiamento imobiliário ao parcelamento no cartão. Uma taxa menor tende a baratear empréstimos, mas o ritmo lento de cortes indica que o alívio no bolso do consumidor deve continuar gradual.
O Copom volta a se reunir em 4 de novembro, quando o mercado espera mais sinais sobre o rumo dos juros até o fim do ano.
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