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Copom hoje (5/8): mercado espera corte da Selic para 14% ao ano

Decisão sai a partir das 18h30; derivativos da B3 apontam 95% de chance de redução de 0,25 ponto. Ibovespa sobe e dólar cai à espera do anúncio

Redação Apuramos

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Copom hoje (5/8): mercado espera corte da Selic para 14% ao ano
Anita Monteiro/Unsplash — imagem ilustrativa

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia nesta quarta-feira (5), a partir das 18h30, sua nova decisão sobre a taxa Selic — e a aposta do mercado é praticamente unânime: corte de 0,25 ponto percentual, levando os juros básicos de 14,25% para 14% ao ano. Segundo as Opções de Copom, derivativo negociado na B3, cerca de 95% dos investidores precificam essa redução, apurou o Bora Investir, portal de notícias da própria bolsa.

Se confirmado, será o quarto corte seguido desde março, quando o Banco Central iniciou o atual ciclo de flexibilização — a Selic vinha de um longo período estacionada em 15%, lembra a CNN Brasil.

Mercado sobe à espera do anúncio

A expectativa pelo Copom dita o ritmo do pregão. Por volta das 11h20, o Ibovespa subia 0,75%, aos 179 mil pontos, com o Itaú Unibanco entre os principais suportes após divulgar lucro de R$ 12,4 bilhões no segundo trimestre, com inadimplência estável, segundo a CNN Brasil. O dólar caía 0,20%, cotado a R$ 5,11.

O movimento devolve parte da alta da véspera, quando a moeda americana fechou a R$ 5,13 (+0,84%), refletindo o temor de novas sanções dos Estados Unidos contra o Brasil — já com o mercado fechado, Washington anunciou a revogação do visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti.

Por que cortar com inflação acima da meta

A decisão ocorre em cenário delicado. A inflação acumulada em 12 meses está em 4,64%, acima do teto de 4,5% da meta (3% com tolerância de 1,5 ponto), segundo o Metrópoles. Ainda assim, a comunicação recente do Banco Central indica continuidade do ciclo de cortes, em um processo que o próprio comitê chama de "calibração".

Pesam sobre a reunião a guerra no Oriente Médio e seus efeitos sobre o petróleo — com o Estreito de Ormuz ainda fechado e negociações em curso para reabri-lo —, além das tarifas de 37,5% impostas pelos EUA a produtos brasileiros e do veto da União Europeia à carne bovina do Brasil, fatores que adicionam incerteza ao cenário externo, aponta o Metrópoles.

O que dizem os analistas

A Warren Investimentos avalia que, diante do quadro atual, o ideal seria manter a Selic em 14,25%, mas reconhece que a comunicação do BC aponta para novos cortes — uma mudança relevante na função de reação da autoridade monetária, disse a casa ao Metrópoles.

Já o economista-chefe do C6 Bank, Felipe Salles, projeta que o comitê deve justificar a continuidade da calibração com a projeção de inflação ao redor da meta no horizonte relevante, mas sem antecipar os próximos passos. "As expectativas de inflação acima da meta, o mercado de trabalho aquecido e a resiliência da atividade econômica exigem ainda uma política monetária contracionista", afirmou ao Metrópoles.

Próximos passos

Além da nova taxa, o mercado vai dissecar o comunicado em busca de pistas sobre o ritmo dos cortes daqui em diante, sob o comando de Gabriel Galípolo no Banco Central. Depois desta reunião, o Copom volta a se encontrar em 15 e 16 de setembro, 3 e 4 de novembro e 8 e 9 de dezembro.

No exterior, o dia também trouxe o relatório ADP, que mostrou criação de 44 mil vagas no setor privado americano em julho — dado observado como prévia do payroll de sexta-feira e sinal para os rumos do Federal Reserve, destacou a CNN Brasil.

Fontes consultadas nesta apuração

  • copom
  • selic
  • juros
  • banco central
  • ibovespa
  • dolar
  • gabriel galipolo

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