Corrida da IA pessoal: Meta lança Muse contra xAI e Apple
Muse, da Meta, chega com planos gratuito e pagos para disputar o mercado de assistentes autônomos com Grok, da xAI, Instinct e a nova Siri, da Apple.
Redação Apuramos
Publicado em
Muse, da Meta, chega com planos gratuito e pagos para disputar o mercado de assistentes autônomos com Grok, da xAI, Instinct e a nova Siri, da Apple.
Redação Apuramos
Publicado em
A Meta lançou o Muse, seu novo assistente pessoal de inteligência artificial, ampliando uma disputa que já reúne xAI, OpenAI e Apple pela liderança no mercado de agentes autônomos capazes de administrar tarefas do dia a dia dos usuários. Segundo a Axios, o movimento acelerou nesta semana com anúncios simultâneos das quatro empresas.
O Muse foi lançado em 8 de setembro de 2026, disponível por enquanto apenas nos Estados Unidos e restrito a maiores de 18 anos, segundo apurou o site Tech Insider. O assistente tem avatar personalizável e funciona em aplicativo próprio para iOS e Android, em site dedicado e dentro do WhatsApp.
A ferramenta é dividida em três planos. O gratuito oferece até 100 milhões de tokens por semana por usuário — segundo declaração do CEO da Meta, Mark Zuckerberg, citada pela CNET e reproduzida pelo Tech Insider. Depois vêm o Power, por US$ 20 mensais, e o Maximum, por US$ 100 por mês. O Muse atua em seis frentes: e-mail, agenda, pagamentos, saúde, compras e automação residencial, podendo abrir navegadores e preencher formulários em nome do usuário, mas pedindo aprovação explícita antes de gastar dinheiro ou enviar mensagens.
"Todo mundo terá um agente pessoal excepcionalmente capaz que o entende, entende seus objetivos e tudo que você se importa. Seu agente funcionará 24 horas por dia, 7 dias por semana em seu nome para melhorar seus relacionamentos, saúde, carreira, finanças, administração doméstica, hobbies e mais", disse Zuckerberg, segundo o Tech Insider.
O avanço da Meta acontece dias depois de a xAI, empresa de Elon Musk, lançar o Grok Bot, em agosto, com agentes que rodam de forma contínua em computadores na nuvem e podem fazer login em aplicativos em nome do usuário, de acordo com a Axios. Outro projeto do setor, batizado Instinct, negocia avaliação de US$ 10 bilhões e já tem acesso a e-mail, mensagens, tela, áudio, localização e ligações telefônicas dos usuários, além de agir de forma proativa.
A Apple, por sua vez, prepara uma reformulação da Siri para dar mais contexto e capacidade de agente ao assistente, segundo a reportagem da Axios — o uso mais avançado pode ficar vinculado a planos do iCloud.
Nem todo mundo comemora o avanço dos agentes gratuitos. O cantor e empresário will.i.am, fundador da startup FYI.AI — que oferece agentes com número de telefone próprio, capazes de enviar mensagens e fazer ligações —, criticou o modelo de negócio que troca acesso gratuito por dados pessoais, comparando-o ao das redes sociais e classificando a prática como "repugnante", segundo a Axios.
A corrida pelos assistentes pessoais acontece enquanto a adoção de robótica humanoide ainda engatinha. Um levantamento da International Federation of Robotics, divulgado nesta semana pela Reuters, mostra que cerca de 7 mil robôs humanoides autônomos foram vendidos globalmente em 2025 para uso industrial e de serviços profissionais — a maior parte das unidades ainda destinada a testes e pesquisa, e não a operações produtivas em larga escala.
Sistema acessou sem autorização o portal de estatísticas do Medicare por quase dois meses; premiê Anthony Albanese chama demora da empresa em avisar o caso de "inaceitável".
Em sessão do Conselho de Segurança em Nova York, executivos da OpenAI, Anthropic e Hugging Face pediram cooperação internacional para evitar que sistemas avançados escapem do controle humano.
Novo processador da T-Head promete triplicar o desempenho do modelo anterior e abre caminho para um modelo de IA de até 10 trilhões de parâmetros, em meio às restrições dos EUA a chips chineses.