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Desemprego fica em 5,3%; governo tem déficit de R$ 13,6 bi

IBGE e Tesouro divulgaram nesta terça (29) dados do mercado de trabalho e das contas públicas. Déficit de agosto foi o menor para o mês em cinco anos.

Redação Apuramos

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Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa
Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, segundo a Pnad Contínua, divulgada nesta terça-feira (29) pelo IBGE. Segundo a CNN Brasil, o resultado veio em linha com a mediana das projeções da Reuters, também de 5,3%.

No mesmo dia, o Tesouro Nacional informou que o Governo Central (Tesouro, Previdência e Banco Central) registrou déficit primário de R$ 13,585 bilhões em agosto. De acordo com o InfoMoney, o número ficou abaixo dos R$ 15,6 bilhões negativos de agosto de 2025 e melhor que a mediana das estimativas do mercado, de déficit de R$ 14,150 bilhões.

Receitas e despesas

Ainda conforme o InfoMoney, a arrecadação federal de impostos e contribuições somou R$ 241,960 bilhões em agosto. Em termos reais, as receitas subiram 3,5% na comparação com agosto do ano passado, enquanto as despesas cresceram 1,9%.

No acumulado de janeiro a agosto, o déficit primário chega a R$ 94,869 bilhões, contra R$ 86,1 bilhões no mesmo período de 2025. Nos oito primeiros meses do ano, tanto as receitas quanto as despesas registram alta real de 5,7%.

Em 12 meses, o resultado negativo é de R$ 68,7 bilhões, o equivalente a 0,53% do PIB. A meta fiscal de 2026 prevê superávit de 0,25% do PIB, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos.

Mercado

Na abertura desta terça, segundo o InfoMoney, o Ibovespa operava em queda, na casa dos 182,2 mil pontos, e o dólar comercial recuava para a faixa de R$ 5,20 a R$ 5,21. O petróleo Brent caía 0,65%, a US$ 104,60 o barril, e o WTI, 0,81%, a US$ 91,85.

A agenda do dia incluía ainda o Caged, com os números do emprego formal em agosto, previsto para as 14h30. Também pesam no mercado o cenário eleitoral, com a pesquisa Atlas/Bloomberg que aponta empate técnico no segundo turno (Flávio Bolsonaro com 47,7% e Lula com 47,6%), e a queda da confiança do comércio para 81,3 pontos, o menor nível desde março de 2021, de acordo com o InfoMoney.

O que vem pela frente

Segundo o Rio Times, a Selic está em 13,75% ao ano, após o corte de 0,25 ponto percentual em 16 de setembro, e a próxima reunião do Copom está marcada para 4 de novembro. Dados de emprego mais fortes ou inflação mais alta tendem a reforçar a cautela do Banco Central em novos cortes.

Fontes consultadas nesta apuração

  • desemprego
  • pnad
  • ibge
  • déficit primário
  • tesouro nacional
  • selic
  • economia

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