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EUA e China fecham acordo e cortam tarifas em US$30 bi

Após cúpula de três dias em Washington, Trump e Xi Jinping anunciaram redução recíproca de tarifas sobre US$ 30 bilhões em produtos e abriram canal de diálogo sobre riscos da inteligência artificial.

Redação Apuramos

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Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa
Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa

Estados Unidos e China fecharam neste sábado (26) um acordo para reduzir tarifas recíprocas sobre US$ 30 bilhões em mercadorias, ao final de uma cúpula de três dias entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em Washington.

"Os dois países chegaram a um consenso sobre recomendações para um tratamento tarifário mais favorável para US$ 30 bilhões em mercadorias não sensíveis", afirmou a Casa Branca em comunicado, segundo a Forbes Brasil.

De acordo com a CNBC e a Axios, a China vai reduzir tarifas sobre produtos agrícolas, frutos do mar, madeira, cosméticos e dispositivos médicos vindos dos Estados Unidos. Em contrapartida, o governo americano corta tarifas sobre pequenos eletrodomésticos, brinquedos, enfeites natalinos e cadeirinhas infantis para carro importados da China.

O acordo também inclui um compromisso chinês de retomar a compra de carvão americano: 10 milhões de toneladas métricas por ano em 2027 e 2028, retomando um fluxo comercial interrompido durante a guerra tarifária de 2025, segundo a Axios.

Um dos pontos mais comentados do encontro foi o entendimento sobre inteligência artificial. Segundo a Forbes Brasil, os dois países vão criar um canal de comunicação para tratar de incidentes relacionados ao tema, com uma nova rodada de conversas marcada para novembro. O texto do acordo chegou a adotar o termo "superinteligência" no lugar de "inteligência artificial" em parte das discussões.

A cúpula em Washington deu sequência a negociações iniciadas em Kuala Lumpur e resultou na prorrogação da trégua comercial entre os dois países por mais dois meses, com novo prazo em 10 de novembro. Os governos também sinalizaram apoio mútuo em agendas multilaterais, como a reunião da Apec e a cúpula do G-20.

Nem tudo, porém, ficou resolvido. Segundo a Axios, a Casa Branca informou que "os Estados Unidos e a China continuam trabalhando nas preocupações americanas sobre a escassez na cadeia de suprimentos de terras raras e outros minerais críticos, com o objetivo de garantir que os níveis de remessa voltem a patamares adequados". O tema das terras raras, usado como moeda de troca por Pequim ao longo de 2026, ficou de fora do pacote fechado neste sábado.

Analistas ouvidos pela imprensa americana apontam que a redução tarifária tende a beneficiar o bolso do consumidor nos Estados Unidos, com possível alívio de preços em categorias afetadas pela inflação, como brinquedos e eletrodomésticos. Para o agronegócio americano, a reabertura parcial do mercado chinês a produtos agrícolas e frutos do mar é vista como um alívio depois de meses de retaliação comercial.

O anúncio também repercutiu no mercado financeiro global, com investidores monitorando o desdobramento das negociações antes da nova rodada prevista para novembro, quando as equipes de Washington e Pequim devem voltar a se reunir para tentar ampliar o acordo comercial mais abrangente entre as duas maiores economias do mundo.

Fontes consultadas nesta apuração

  • eua
  • china
  • tarifas
  • trump
  • xi-jinping
  • comercio-internacional
  • economia-global

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