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Ação da Azzas dispara quase 13% com venda da Farm Rio

Ações da Azzas 2154 saltaram até 18% na sexta-feira (25) depois que o Morgan Stanley abriu prazo para propostas pela grife carioca Farm Rio, negócio que analistas apontam poder gerar dividendo extraordinário aos acionistas.

Redação Apuramos

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Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa
Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa

Ações da Azzas 2154 (AZZA3), dona de marcas como Arezzo, Schutz e Farm Rio, dispararam na sessão da bolsa paulista nesta sexta-feira (25), impulsionadas por sinais concretos de que a grife carioca Farm Rio pode ser vendida.

Os papéis chegaram a subir até 18% ao longo do pregão e fecharam com ganho de 12,97%, cotados a R$ 16,38, segundo o InfoMoney. A ação liderou os ganhos do Ibovespa na sessão, destacando-se em um dia de bolsa majoritariamente negativo.

O gatilho foi a contratação do banco Morgan Stanley para conduzir o processo de venda da Farm Rio. Segundo o InfoMoney, a instituição financeira estabeleceu o dia 30 de setembro como prazo para o recebimento de propostas não vinculantes de interessados. Entre os potenciais compradores avaliados pelo mercado estão os fundos Advent, GIC, CVC Capital e L Catterton.

A movimentação tem relação direta com a separação societária definida em agosto entre os fundadores Alexandre Birman e Roberto Jatahy. Pelo acordo, a Azzas 2154 (fruto da fusão entre Arezzo&Co e Grupo Soma) ficou com 57,4% da Farm Rio, enquanto os 42,6% restantes seguem com o grupo ligado a Jatahy. A marca carioca é hoje a de maior faturamento dentro do portfólio da companhia.

"O ativo negocia a preços muito descontados e uma eventual transação da Farm Rio pode gerar um dividendo extraordinário de até 50% do valor atual da ação", avaliou o analista Gabriel Magno, da AW Capital, em nota citada pelo InfoMoney.

A disparada de Azzas ocorreu mesmo em um pregão de viés negativo para a bolsa brasileira. Segundo o portal Rio Times, o Ibovespa recuou 0,27% nesta sexta-feira, fechando aos 183.477 pontos — terceira sessão seguida de perdas, que levou o índice a acumular queda de 0,95% na semana. A pressão veio da queda do petróleo Brent, cotado a US$ 104,32 o barril em meio às negociações entre Estados Unidos e Irã, o que arrastou as ações da Petrobras, que recuaram 2,58%, a R$ 47,99, no maior peso negativo do índice.

O dólar, por sua vez, fechou em leve queda, cotado a R$ 5,1868, ainda pressionado pelo IPCA-15 de setembro, divulgado acima do esperado, que reforça a perspectiva de juros mais altos por mais tempo no Brasil. Apesar do cenário mais adverso para o índice como um todo, ações ligadas ao consumo doméstico resistiram bem: além de Azzas, papéis da Magazine Luiza também figuraram entre as maiores altas do dia, sinalizando apetite do mercado por varejistas nacionais.

Para os próximos dias, o mercado deve acompanhar de perto o desfecho do processo. Caso as propostas não vinculantes confirmem o interesse dos fundos, a Azzas 2154 pode formalizar a venda da Farm Rio ainda nas próximas semanas — movimento que analistas já apontam como o principal gatilho de valorização para a ação no curto prazo.

Fontes consultadas nesta apuração

  • Azzas 2154
  • Farm Rio
  • Ibovespa
  • Bolsa de Valores
  • Mercado Financeiro
  • Ações

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