Dólar hoje (28/09): sobe a R$ 5,22, maior nível em 6 meses
Moeda americana avançou 0,83% com juros dos EUA e petróleo em alta e com pesquisas apertadas a uma semana do 1º turno. Ibovespa fechou em leve queda.
Redação Apuramos
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Moeda americana avançou 0,83% com juros dos EUA e petróleo em alta e com pesquisas apertadas a uma semana do 1º turno. Ibovespa fechou em leve queda.
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O dólar comercial fechou a segunda-feira (28) em alta de 0,83%, cotado a R$ 5,2264, o maior valor de encerramento em seis meses, segundo o InfoMoney. O movimento combinou fortalecimento global da moeda americana, alta do petróleo e cautela do mercado com as pesquisas eleitorais divulgadas no dia.
Segundo a Forbes Brasil, o Ibovespa terminou o pregão com queda de 0,26%, aos 182.991,13 pontos. Na mínima, o índice chegou a 181.931,36 pontos e, na máxima, a 184.094,65 pontos. O volume financeiro somou R$ 25,46 bilhões.
No exterior, o rendimento do Treasury de 10 anos subiu a cerca de 5,23%, ante 5,18% na sexta-feira, de acordo com a Forbes Brasil. Em Nova York, o S&P 500 recuou 0,77%.
O petróleo também teve papel central. Ainda segundo a Forbes Brasil, o Brent chegou a tocar US$ 108,83 durante o dia, em meio ao impasse nas negociações entre EUA e Irã, e fechou em alta de 0,92%, a US$ 105,28 o barril. A CNN Brasil relatou que a alta do petróleo veio depois que os EUA rejeitaram o plano iraniano.
O avanço do petróleo, por sua vez, alimenta preocupações com inflação e pressiona a curva de juros. O analista João Daronco, da Suno Research, avaliou, segundo a Forbes Brasil, que sem a força da Petrobras o mercado acionário cairia ainda mais.
Duas pesquisas foram divulgadas nesta segunda. Segundo a CNN Brasil, o levantamento BTG/Nexus, feito entre 25 e 27 de setembro com 2 mil entrevistados, mostra o presidente Lula com 42% no primeiro turno, contra 37% do senador Flávio Bolsonaro. No segundo turno, Lula tem 46%, e Flávio, 44%.
Já a pesquisa Quaest/GloboNews, realizada de 24 a 27 de setembro com 2.004 entrevistados, aponta Lula com 39% e Flávio com 34% no primeiro turno. No segundo turno, os dois aparecem empatados, com 42% cada.
Para Fernando Siqueira, da Eleven Financial, as notícias do dia foram "bastante neutras", sem definição clara de quem vence a eleição, e ele prevê volatilidade elevada ao longo da semana, segundo a Forbes Brasil. Fernando Bergallo, da FB Capital, disse que o cenário externo puxou o dólar no início do dia e que os desdobramentos eleitorais reforçaram a alta.
Entre as maiores altas do Ibovespa, Petrobras PN subiu 1,52% e Petrobras ON, 1,83%, com o petróleo em alta. Ultrapar ON avançou 2,13%. Do lado das quedas, Itaú Unibanco PN perdeu 1% e Bradesco PN recuou 1,23%.
Na manhã de hoje, o Boletim Focus, do Banco Central, elevou a projeção para o IPCA de 2026 a 4,99%, ante 4,92% na semana anterior. A mediana das estimativas para o câmbio no fim do ano ficou em R$ 5,20, segundo o InfoMoney.
Com o primeiro turno marcado para o próximo domingo, o mercado deve seguir sensível a novas pesquisas e ao noticiário externo. Segundo a BB Investimentos, citada pela CNN Brasil, o padrão de volatilidade seguirá acentuado nos próximos pregões.
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