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Dólar hoje (21/09): moeda cai 0,72% com eleição e petróleo

Moeda fechou a R$ 5,10 nesta segunda-feira, pressionada pela queda do petróleo no exterior e por pesquisa que mostra Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados na corrida presidencial.

Redação Apuramos

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Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa
Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa

O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (21), cotado a R$ 5,10, recuo de 0,72% ante o fechamento da sexta-feira, quando a moeda havia subido 0,11% e encerrado a R$ 5,1451. Segundo o InfoMoney, a divisa operou perto de R$ 5,11 ao longo do dia antes de fechar próxima da mínima da sessão.

De acordo com a CNN Brasil, o movimento também acompanhou a queda dos preços internacionais do petróleo: os contratos futuros do Brent para novembro recuaram cerca de 4%, a US$ 99,64 o barril, enquanto o WTI para outubro caiu 5%, a US$ 94,93 — os menores níveis desde 10 de setembro.

No cenário doméstico, o chamado "trade eleitoral" ganhou força depois que uma nova rodada da pesquisa Nexus/BTG apontou empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026: 46% a 45%, segundo o InfoMoney. O resultado alimentou a aposta de investidores em ativos domésticos, movimento que reduz a demanda pela moeda americana. Uma nova pesquisa Quaest era aguardada para divulgação ainda nesta segunda-feira.

O real também se descolou parcialmente do exterior: enquanto o dólar tinha leve alta ante outras moedas fortes, a CNN Brasil registrou queda de 0,72% na cotação à vista, para R$ 5,1052, no início da tarde.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em alta de 0,63%, aos 186.318 pontos, impulsionado também pelo otimismo em torno de empresas de inteligência artificial, pela queda do petróleo e pelas mesmas perspectivas eleitorais que pressionaram o dólar, segundo a CNN Brasil.

Outro fator observado pelo mercado foi a atuação do Banco Central: conforme o Brasil247, a autoridade monetária vendeu 50 mil contratos de swap cambial na rolagem do vencimento de 1º de outubro, mecanismo usado para conter oscilações bruscas na taxa de câmbio.

Do lado da inflação, o boletim Focus, também citado pelo InfoMoney, elevou a projeção do IPCA para 2026 de 4,90% para 4,92%, acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central. A revisão para cima tende a manter pressão sobre os juros futuros, ainda que estes tenham fechado o dia em queda, acompanhando o movimento do câmbio.

No acumulado do ano, o dólar já perdeu 6,94% de seu valor frente ao real, segundo o Brasil247 — reflexo tanto do enfraquecimento da moeda americana no exterior quanto do apetite por ativos brasileiros em meio ao noticiário eleitoral.

Para os próximos dias, o mercado deve seguir atento aos sinais do Federal Reserve sobre os juros nos Estados Unidos e a novas pesquisas eleitorais, que devem continuar pautando o humor dos investidores em relação ao real.

Fontes consultadas nesta apuração

  • dolar
  • cambio
  • ibovespa
  • eleicoes-2026
  • economia

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