Dólar hoje (30/07): moeda cai a R$ 5,06 e Ibovespa sobe 1,88%
Bolsa brasileira volta aos 177 mil pontos após dados de inflação no Brasil e nos EUA; giro financeiro chega a R$ 22,7 bilhões
Redação Apuramos
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Bolsa brasileira volta aos 177 mil pontos após dados de inflação no Brasil e nos EUA; giro financeiro chega a R$ 22,7 bilhões
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O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (30) cotado na casa de R$ 5,06, em queda de cerca de 0,9% frente ao real, enquanto o Ibovespa fechou em alta de 1,88%, aos 177.158,86 pontos. O giro financeiro da B3 no dia foi de R$ 22,7 bilhões, segundo o balanço divulgado pela Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Pela tabela de fechamento do mercado publicada pelo Diário do Grande ABC, o dólar comercial no balcão terminou o pregão a R$ 5,0611 na venda, recuo de 0,93%. A Ptax de venda, taxa de referência do Banco Central, ficou em R$ 5,0739. Outros veículos, como o Money Times e o InfoMoney, registraram o fechamento da moeda a R$ 5,06, com baixa de até 0,95% — a pequena diferença decorre do horário exato de apuração de cada cotação.
O índice mais que devolveu a queda da véspera, quando o discurso do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, e os votos dissidentes de três diretores por alta de juros haviam trazido cautela ao mercado.
A economista-chefe da B.Side Investimentos, Helena Veronese, avaliou ao Broadcast que os mercados passaram por um alívio no risco de aperto monetário nos Estados Unidos depois que o índice de preços de gastos com consumo (PCE) de junho veio em linha com as previsões. "A mesma coisa que derrubou os índices ontem hoje ajudou", afirmou. Ela ponderou, porém, que "um único dado" não dissipa todas as preocupações com a inflação americana.
No mercado doméstico, a leitura foi reforçada pela queda de 1,16% do IGP-M em julho, medido pela Fundação Getulio Vargas, recuo mais intenso que a mediana das projeções. "Não há dúvida de que a Selic vai cair na semana que vem", disse Veronese.
A retomada do fluxo comprador de estrangeiros favoreceu as blue chips, segundo relatos de mesas de renda variável citados pelo Broadcast. Entre as maiores altas apareceram ações cíclicas como Cogna ON (+5,48%), Magazine Luiza ON (+5,46%) e Cury ON (+5,37%).
Os bancos, que na véspera respondiam pela maior parte das perdas, reagiram: Itaú Unibanco PN subiu 2,20% e Banco do Brasil ON, 1,97%. Petrobras ON e PN avançaram 2,19% e 2,00%, descoladas da queda do petróleo. Vale ON teve alta de 1,39%.
No exterior, o Dow Jones fechou em alta de 1,19%, o S&P 500 subiu 1,67% e o Nasdaq avançou 2,78%.
O movimento de câmbio também acompanhou a tendência global de enfraquecimento do dólar. O Metrópoles registrou que, pela manhã, o índice DXY — que mede a moeda americana contra uma cesta de seis divisas — recuava 0,66%.
No Brasil, o IBGE informou que a taxa de desemprego caiu a 5,4% no segundo trimestre, menor patamar para o período na série da PNAD Contínua, iniciada em 2012. Nos EUA, a primeira estimativa apontou crescimento de 1,5% do PIB no segundo trimestre, abaixo da projeção de 2,1% de economistas ouvidos pela Reuters.
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