Dólar e Ibovespa hoje (18/09): Fed e Japão elevam juros
Bolsa fecha perto do recorde e dólar recua a R$ 5,14 após o Fed subir os juros nos EUA e o Banco do Japão bater a maior taxa em 31 anos.
Redação Apuramos
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Bolsa fecha perto do recorde e dólar recua a R$ 5,14 após o Fed subir os juros nos EUA e o Banco do Japão bater a maior taxa em 31 anos.
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O Ibovespa fechou nesta sexta-feira (18) perto do maior nível da história, aos 185.992,03 pontos, alta de 0,24%, segundo o InfoMoney. O dólar comercial recuou 0,24% e terminou o pregão cotado a R$ 5,139.
O pano de fundo é a sequência de decisões de juros no exterior. Na quarta-feira (16), o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, elevou sua taxa básica em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano — a primeira alta desde 2023, aprovada por unanimidade (12 a 0) pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), segundo o Poder360. O colegiado justificou o aperto pela necessidade de acelerar o retorno da inflação à meta de 2,00%, mesmo com a economia americana em expansão sólida.
Nesta sexta, foi a vez do Banco do Japão. A autoridade monetária elevou os juros de 1% para 1,25% — o maior nível em 31 anos —, em decisão tomada por 7 votos a 2, informou a CNN Brasil. O presidente do BC japonês, Kazuo Ueda, disse que a instituição "entrou em uma nova fase" da política monetária, voltada a evitar um excesso de inflação, e afirmou que não descartaria "nem aumentos consecutivos nem altas de 50 pontos-base" nas próximas reuniões.
Apesar do tom mais duro de Ueda, o iene não reagiu com força. Segundo a CNN Brasil, investidores se concentraram na dissidência de dois diretores que pediram mais cautela, o que tornou a sinalização do BC japonês "moderadamente hawkish", mas insuficiente para uma reprecificação imediata da moeda japonesa no curto prazo.
No mercado brasileiro, a atenção agora se volta para o próximo passo do Fed. Segundo o InfoMoney, 55% dos investidores já precificam uma nova alta de juros americana em outubro. A perspectiva de juros mais altos e por mais tempo nos Estados Unidos tende a reduzir o apetite por ativos de risco em mercados emergentes como o Brasil, ainda que o Ibovespa tenha resistido bem ao pregão desta sexta-feira.
Do lado interno, o mercado também repercutiu a revisão da Bradesco Asset para a economia brasileira: a gestora reduziu a projeção de crescimento do PIB para 1,7% em 2026 e para 1,0% em 2027, e passou a estimar inflação de 4,9% para o ano — acima do teto de 4,5% da meta oficial, de acordo com o InfoMoney. Também pesou a preocupação com o custo fiscal do reajuste de 15% no Bolsa Família.
No exterior, a queda nos preços do petróleo ajudou a aliviar temores de inflação global, enquanto a bolsa chinesa teve o melhor dia em um mês na expectativa por uma reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping. Já as bolsas europeias fecharam em queda moderada, de cerca de 0,48%.
Para os próximos dias, o mercado deve manter o foco nos desdobramentos da política monetária nos Estados Unidos e no Japão, além dos novos indicadores de atividade e inflação que devem sair no Brasil.
Moeda foi cotada a R$ 5,182 na abertura desta quinta-feira, enquanto o Ibovespa operava de lado à espera da reunião entre EUA e China e da pesquisa Datafolha.
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