Dólar hoje (29/07): moeda fecha a R$ 5,11; Ibovespa cai 1,5%
Bolsa recua aos 173.885 pontos pressionada por bancos, petróleo em alta e decisão do Fed, que manteve os juros com dissenso raro entre dirigentes
Redação Apuramos
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Bolsa recua aos 173.885 pontos pressionada por bancos, petróleo em alta e decisão do Fed, que manteve os juros com dissenso raro entre dirigentes
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O dólar comercial fechou em queda nesta quarta-feira (29), cotado a R$ 5,11, enquanto o Ibovespa recuou 1,52%, aos 173.885,34 pontos. O tombo da bolsa brasileira acompanhou o mau humor em Nova York depois que o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, decidiu manter os juros — mas com uma divisão interna que acendeu o alerta dos investidores.
Sobre o câmbio, os números variam ligeiramente conforme o levantamento: O Tempo aponta recuo de 0,24% no dólar à vista, a R$ 5,108, enquanto o Money Times registra queda de 0,27%, a R$ 5,1084.
O Fed manteve a taxa básica americana no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano pela quinta reunião consecutiva, como o mercado esperava. A surpresa ficou no placar: três dirigentes votaram por uma alta de 0,25 ponto percentual — a primeira vez desde 2016 que três integrantes do comitê divergem na mesma direção, segundo apurou o Money Times. A leitura foi de que o banco central americano pode estar mais perto de subir juros do que de cortá-los, o que derrubou as bolsas em Nova York e contaminou o pregão brasileiro.
Por aqui, o setor bancário foi o principal peso no índice. Conforme o ADVFN, as ações dos grandes bancos caíram após o balanço do Santander Brasil, que abriu a temporada dos bancões com lucro gerencial de R$ 3 bilhões no segundo trimestre — queda de 17,6% em um ano e abaixo do consenso reunido pela Bloomberg, que esperava R$ 3,4 bilhões.
A nova alta do petróleo também pressionou a bolsa, como destacou O Tempo. O avanço da commodity ganhou força depois que o Irã rejeitou a proposta de Omã para uma gestão regional do Estreito de Ormuz, informou a Reuters — mais um capítulo do impasse que trava parte do comércio de petróleo do Golfo desde fevereiro e que tem mantido os preços dos combustíveis sob pressão no mundo todo.
Sem "Super Quarta" em julho — o calendário deste mês separou as reuniões dos dois bancos centrais, como explicou o BPMoney —, a atenção do mercado se volta agora para a decisão do Copom sobre a Selic, marcada para a próxima semana. Hoje a taxa está em 14,25% ao ano. A temporada de balanços do segundo trimestre também segue movimentando a bolsa nos próximos pregões, com destaque para os grandes bancos e para o resultado da Petrobras, previsto para 6 de agosto, segundo o InfoMoney.
Decisão desta quarta (29) saiu em placar dividido de 9 a 3, o quinto encontro seguido sem mudança na taxa. Comunicado cita conflito no Oriente Médio e inflação acima da meta; coletiva de Kevin Warsh fecha o dia
Alta ganhou força depois de Trump prometer atingir o Irã "com força" em resposta a ataque interceptado na madrugada; Fed anuncia decisão de juros nesta tarde
Anúncio sai às 15h de Brasília. Cerca de 70% do mercado aposta na manutenção da taxa em 3,50%-3,75%, mas petróleo pressionado pelo conflito com o Irã e o novo comando de Kevin Warsh mantêm viva a chance de alta de 0,25 ponto. Meta, Microsoft e Santander divulgam balanços no mesmo dia