Eduardo Bolsonaro: STF pode não reconhecer vitória de Flávio
Em Washington, ex-deputado defende sanções dos EUA a ministros do STF e cita a crise em torno do caso Banco Master.
Redação Apuramos
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Em Washington, ex-deputado defende sanções dos EUA a ministros do STF e cita a crise em torno do caso Banco Master.
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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (17), em Washington, que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) poderiam não reconhecer uma eventual vitória do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na eleição presidencial de 2026. Segundo o Correio Braziliense, ele defendeu que, nesse cenário, os Estados Unidos teriam legitimidade para não reconhecer o resultado do pleito brasileiro e para sancionar individualmente os ministros envolvidos.
"Se eles [ministros do STF] entenderem que a eleição do Flávio é um ato de golpismo, os EUA podem perfeitamente não reconhecer a eleição brasileira e sancionar individualmente esses ministros", disse Eduardo, segundo reportagem da CNN Brasil assinada pela colunista Mariana Janjácomo.
As declarações foram dadas nos arredores do Departamento de Estado americano, onde Eduardo esteve acompanhado do empresário Paulo Figueiredo. Os dois afirmaram ter se reunido com autoridades do governo Trump, mas não revelaram nomes, alegando não ter autorização para divulgá-los.
Eduardo usou como justificativa críticas recentes feitas pelos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes ao colega André Mendonça, durante sessão sobre o caso Banco Master — o mesmo episódio em que Gilmar chamou Mendonça de "pixuleco eleitoral", noticiado na véspera por este portal. Para o ex-deputado, a discussão expõe uma tentativa de interferência da Corte no resultado das urnas.
Ele defendeu a aplicação da Lei Global Magnitsky, que permite aos EUA sancionar autoridades estrangeiras por violações de direitos humanos ou corrupção, contra Moraes — que já havia sido incluído na lista de sancionados em 2025 e depois retirado — além de propor a inclusão de Gilmar Mendes e Flávio Dino. Segundo o Correio Braziliense, o objetivo declarado da viagem é articular com o governo americano a retomada das sanções contra ministros do STF.
Eduardo também comparou o cenário brasileiro ao da Romênia, onde a eleição presidencial de 2024 foi anulada sob alegações de interferência externa, e citou um documento da administração Trump que lista eleições "livres e justas" entre as exigências comerciais ao Brasil. Segundo ele, os EUA decidem de forma independente quando e se aplicam sanções — citando a própria retirada de Moraes da lista como prova disso.
De acordo com o Metrópoles, a dupla também discutiu o combate ao tráfico de drogas e uma possível participação do Brasil na coalizão "Escudo das Américas", proposta por Trump, mas negou ter tratado de tarifas comerciais durante os encontros.
Procurado, o senador Flávio Bolsonaro negou qualquer articulação com o governo americano sobre o processo eleitoral. "Quem resolve a eleição é a gente aqui", disse, segundo o Correio Braziliense.
Até a publicação desta matéria, o STF não havia se manifestado sobre as declarações de Eduardo Bolsonaro.
Em decisão unânime, o Supremo garantiu 120 dias de afastamento remunerado, prorrogáveis por mais 60, para todas as mães, biológicas ou adotivas, em empregos públicos e privados.
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