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El Niño: Governo destina R$ 9,8 bi para reforçar o SUS

Plano AdaptaSUS amplia bases da Força Nacional e leva unidades resilientes ao Sul e ao Nordeste antes do pico do fenômeno, entre outubro e março.

Redação Apuramos

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Jair Lázaro/Unsplash — imagem ilustrativa
Jair Lázaro/Unsplash — imagem ilustrativa

O Ministério da Saúde detalhou nesta quinta-feira (17) os próximos passos do AdaptaSUS, plano de R$ 9,8 bilhões para blindar o Sistema Único de Saúde (SUS) contra os efeitos do El Niño, classificado pelo governo como "muito forte" para o segundo semestre de 2026. Segundo o Brasil de Fato, a pasta apresentou em Porto Alegre o detalhamento das ações voltadas à Região Sul, que deve concentrar boa parte dos impactos do fenômeno na primavera.

A informação atualiza o alerta divulgado pelo próprio ministério na última semana sobre o risco de alta nos casos de dengue provocado pelo fenômeno climático. Agora, a pasta detalha a estrutura já entregue e a que ainda será instalada no país para enfrentar calor extremo, enchentes, estiagem e doenças associadas ao clima.

De acordo com o Brasil de Fato, o AdaptaSUS soma 27 metas e 93 ações previstas até 2035. Só na Região Sul, já são 478 Unidades Básicas de Saúde (UBS) resilientes entregues ou em obras, dentro de um total de mais de 2,2 mil unidades do tipo em todo o país. A Força Nacional do SUS (FN-SUS) realizou 11 missões em oito estados neste ano, cinco delas motivadas por desastres climáticos, somando cerca de 5 mil atendimentos.

As UBS resilientes contam com painéis solares, geradores próprios e reserva de água para funcionar por até 72 horas sem depender da rede elétrica ou do abastecimento municipal. Já as bases regionais da Força Nacional do SUS têm compromisso de chegar a emergências em até 12 horas. Centros de Informação em Saúde e Clima (Cisc) monitoram a situação em cidades como Porto Alegre e Curitiba, no Sul.

No Nordeste, região historicamente mais castigada pela seca do semiárido, o pacote inclui bases da FN-SUS em Salvador, Recife e Fortaleza, além de 968 UBS resilientes e 18,7 mil cisternas já instaladas, segundo reportagem do jornal O Povo. O plano também prevê envio antecipado de medicamentos e sistemas de alerta de calor extremo para a região.

O programa mantém ainda uma ferramenta de monitoramento diário de calor para os 5.570 municípios brasileiros, com previsão de até cinco dias e cruzamento de dados de vulnerabilidade socioeconômica, além de um protocolo de proteção a idosos em ondas de calor, com orientações sobre hidratação frequente, sombra e cuidado redobrado com medicações de uso contínuo, conforme detalhou o Poder360.

Segundo o ministro Alexandre Padilha, em declaração citada por veículos como o Poder360, "a crise climática é, acima de tudo, uma crise de saúde pública". O ministério projeta aumento de casos de leptospirose, gastroenterite, hepatite A e febre tifoide em áreas afetadas por chuvas e alagamentos, somado ao salto na dengue já sinalizado na semana passada.

O período de maior atenção vai de outubro de 2026 a março de 2027, quando o El Niño deve atingir a intensidade mais alta do ciclo atual. O ministério afirma que a execução segue sendo feita em conjunto com estados, municípios e Defesa Civil, com reforço no estoque de vacinas, insumos de purificação de água, medicamentos e equipamentos hospitalares nas regiões mais expostas.

Fontes consultadas nesta apuração

  • el nino
  • sus
  • saude publica
  • adaptasus
  • ministerio da saude
  • clima

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