Fortuna de Elon Musk cai abaixo de US$ 700 bi com tombo da SpaceX
Ação da empresa renovou a mínima histórica na Nasdaq nesta segunda-feira (27); empresário perdeu US$ 29,5 bilhões em um único pregão e já se chama de "ex-trilionário"
Publicado em
Ação da empresa renovou a mínima histórica na Nasdaq nesta segunda-feira (27); empresário perdeu US$ 29,5 bilhões em um único pregão e já se chama de "ex-trilionário"
Publicado em
A ação da SpaceX renovou a mínima histórica na Nasdaq nesta segunda-feira (27) e derrubou o patrimônio de Elon Musk para menos de US$ 700 bilhões pela primeira vez desde dezembro. Segundo a Forbes, o papel caía 4,8%, a cerca de US$ 109,50, por volta das 10h50 no horário de Nova York (11h50 em Brasília). O tombo tirou US$ 29,5 bilhões da fortuna do empresário no dia, que passou a ser estimada em US$ 695,7 bilhões.
Musk segue como a pessoa mais rica do mundo, bem à frente dos fundadores do Google, Larry Page (US$ 268,5 bilhões) e Sergey Brin (US$ 247,1 bilhões), no cálculo da revista. Mas a distância para o clube dos trilionários, que ele inaugurou em junho, só aumenta. Na semana passada, o próprio empresário publicou no X apenas "(Former) trillionaire" — "ex-trilionário" —, em referência à queda.
O pico foi de US$ 1,45 trilhão, em 16 de junho, quatro dias depois da abertura de capital da SpaceX. De lá para cá, a fortuna encolheu cerca de US$ 750 bilhões, informa a Forbes. Parte desse recuo, perto de US$ 116 bilhões, não veio do mercado: a publicação retirou da conta opções da Tesla após novas condições de exercício acertadas entre Musk e a montadora.
A última vez que ele havia encerrado um pregão abaixo de US$ 700 bilhões foi em 18 de dezembro de 2025, com US$ 680,6 bilhões. Musk detém 4,8 bilhões de ações da SpaceX e outras 350 milhões de opções, segundo a Forbes.
As fontes divergem um pouco sobre a intensidade do recuo, porque mediram o papel em momentos diferentes do pregão. A Forbes falava em queda de 4,8% no meio da manhã; o 24/7 Wall St. registrou baixa de cerca de 4% à tarde, a US$ 111, depois de uma mínima intradiária de US$ 108,66; o The Motley Fool exibia recuo em torno de 3,2%, também na casa dos US$ 111.
O sentido, porém, é o mesmo. A SpaceX estreou na Nasdaq em 12 de junho a US$ 135 por ação, levantando US$ 85,7 bilhões com a venda de 555 milhões de papéis, conta o The Motley Fool. Chegou a US$ 225,64 em 16 de junho e desde então derreteu: está perto de 50% abaixo da máxima e cerca de 29% abaixo do preço de estreia, segundo o 24/7 Wall St.
Dois eventos concentram a atenção do mercado nas próximas duas semanas. A SpaceX divulga em 4 de agosto seu primeiro balanço trimestral como companhia aberta. Dois dias depois, em 6 de agosto, expira o primeiro período de lock-up, que pode liberar até 911,5 milhões de ações — até 20% dos papéis travados —, de acordo com apuração da CNBC citada pelo 24/7 Wall St. Se os detentores venderem, a oferta de ações no mercado cresce de uma vez.
A pressão persiste apesar de um resultado operacional positivo: o voo 13 da Starship, na sexta-feira, colocou em órbita 20 satélites Starlink V3, religou um motor no espaço e teve a amerissagem mais suave até agora. Ainda assim, a ação renovou a mínima. Vendedores a descoberto acumulam cerca de US$ 15,5 bilhões em ganhos não realizados com o papel, segundo dados da Ortex citados pela Reuters e reproduzidos pelo 24/7 Wall St.
Boa parte do mercado segue otimista. O consenso dos analistas aponta preço-alvo de US$ 236,71, com sete recomendações de compra contra uma de venda, informa o 24/7 Wall St. O Morgan Stanley escreveu na sexta que uma cotação abaixo de US$ 100 implicaria atribuir valor zero ao negócio de inteligência artificial da companhia. A gestora Ark, de Cathie Wood, comprou US$ 21,3 milhões em ações no período de queda, segundo o The Motley Fool. As reportagens consultadas não registram manifestação oficial da SpaceX sobre o desempenho recente do papel.
Este texto tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.
Visita de Estado de Lee Jae-myung a Brasília tem minerais críticos, terras raras, carne bovina e semicondutores na pauta, enquanto o governo busca novos mercados diante do tarifaço americano
Mediana do IPCA recua de 5,15% para 5,12% na quarta queda seguida; mercado mantém a Selic em 14% ao fim do ano, a pouco mais de uma semana da decisão do Copom
Brent chegou a ser negociado abaixo de US$ 90 nesta segunda-feira; Ásia fechou em alta, Europa abriu no azul e futuros de Nova York avançam antes da decisão do Fed