Apuramos.

Lemos todas as fontes. Você decide.

Sobre
Economia

Embraer (EMBJ3) sobe hoje (3/8) com BNDES, Eve e Colômbia

BNDES aprova até R$ 3,7 bilhões para exportar 19 jatos E195-E2 ao Canadá; ação subia 3,73% à tarde

Redação Apuramos

Publicado em

Embraer (EMBJ3) sobe hoje (3/8) com BNDES, Eve e Colômbia
Etienne Jong/Unsplash — imagem ilustrativa

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta segunda-feira (3) um financiamento estimado entre R$ 3,3 bilhões e R$ 3,7 bilhões para a Embraer exportar até 19 jatos do modelo E195-E2 à canadense Porter Aviation Holdings, com entregas previstas até 2030. O anúncio foi feito pelo banco de fomento e divulgado pela Reuters e pelo Estadão Conteúdo.

As ações da fabricante brasileira reagiram: por volta das 14h45, os papéis subiam 3,73%, a R$ 90,13, entre os destaques positivos do Ibovespa, segundo o Money Times.

Como funciona a operação

O crédito sai da linha BNDES Exim Pós-embarque e terá cobertura do Seguro de Crédito à Exportação (SCE) do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), operado pela Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF). Conforme apurou o InfoMoney, é o primeiro financiamento direto do banco para exportação de aeronaves da Embraer a uma companhia canadense.

A Porter, dona da Porter Airlines, encomendou 75 unidades do E195-E2 e vem recebendo os aviões desde 2023. Até agora foram entregues 54 aeronaves, três delas já financiadas pelo BNDES em contrato assinado em dezembro de 2025. A entrega mais recente ocorreu em 23 de junho deste ano, na sede da Embraer, em São José dos Campos.

"O apoio do BNDES às exportações da Embraer garante a manutenção do nível de produção, de emprego da indústria aeronáutica nacional e com a ampliação de mercado para uma aeronave mais tecnológica", afirmou o presidente do banco, Aloizio Mercadante, em nota.

Para a presidenta da ABGF, Maíra Madrid, "o instrumento busca tornar os produtos brasileiros mais competitivos no mercado internacional". O vice-presidente executivo financeiro e de relações com investidores da Embraer, Felipe Santana, avaliou a operação como um reforço à parceria com o banco. Do lado canadense, o CFO da Porter Airlines, Rob Palmer, disse que "ter o BNDES como parceiro nesta fase demonstra ao mercado que nosso plano de negócios está avançando bem, com muitas entregas de E2 ainda por vir".

Na semana passada, o BNDES já havia anunciado uma linha de R$ 13,5 bilhões, com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), para as maiores companhias aéreas que operam no Brasil — R$ 8 bilhões destinados a capital de giro.

Pedido da Colômbia ainda não confirmado

Também pesou no dia um contrato da Força Aérea Colombiana para a compra de dois cargueiros KC-390, com suporte de serviços, no valor de US$ 366,4 milhões. Pelo cronograma divulgado, os pagamentos ocorreriam entre 2027 e 2030, com a primeira entrega até outubro de 2029 e a segunda até novembro de 2030.

A Embraer, no entanto, ainda não confirmou a assinatura do contrato. Analistas do Bradesco BBI, citados pelo Money Times, escreveram que "as tratativas com a Colômbia para o pedido do KC-390 seguem em andamento" e calcularam que o negócio representaria cerca de 1% de acréscimo ao backlog consolidado atual da companhia.

Eve faz primeiro voo de transição

No mesmo dia, a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, informou ter realizado o primeiro voo da fase de transição com o protótipo de engenharia de seu eVTOL — a aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical.

Segundo o comunicado da empresa, o ensaio incluiu a ativação da hélice traseira (pusher), etapa em que a aeronave passa do voo vertical para o horizontal. O protótipo atingiu velocidade estabilizada de 27 nós (50 km/h) e máxima de 30 nós (55 km/h), com a hélice operando a até 1.200 RPM. O voo durou 3 minutos e 9 segundos, percorreu cerca de 0,84 milha náutica (1.550 metros) e chegou a 90 pés (27 metros) de altura em relação ao solo.

Para o Bradesco BBI, o resultado reduz riscos de execução no desenvolvimento do eVTOL e reforça a leitura positiva sobre o braço de inovação da Embraer.

Fontes consultadas nesta apuração

  • Embraer
  • BNDES
  • Porter Airlines
  • Eve Air Mobility
  • KC-390
  • aviação
  • Ibovespa

Mais de Economia