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EUA aprovam sanções à Rússia; Trump vai assinar

Câmara aprovou pacote por 262 a 159 votos; medida mira energia e defesa russas e autoriza tarifar países que compram petróleo de Moscou. Kremlin alerta que sanções podem travar acordo de paz.

Redação Apuramos

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René DeAnda/Unsplash — imagem ilustrativa
René DeAnda/Unsplash — imagem ilustrativa

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (16), por 262 votos a 159, um novo pacote de sanções contra a Rússia. O texto já havia passado pelo Senado americano, por 86 votos a 11, no mês anterior, e agora segue para sanção do presidente Donald Trump, que afirmou que vai assinar a lei.

Segundo a SWI swissinfo.ch, a medida é a primeira grande iniciativa do Congresso americano contra Moscou desde o retorno de Trump ao poder. O pacote mira os setores de energia e de defesa da Rússia e prevê sanções diretas ao presidente Vladimir Putin e a autoridades de alto escalão do Kremlin.

As sanções também atingem a chamada "frota fantasma" russa — navios-tanque usados por Moscou para driblar as restrições ocidentais e continuar exportando petróleo, segundo reportagem da CartaCapital.

Um dos pontos centrais do texto dá a Trump poder para impor tarifas de até 100% aos cinco maiores compradores de petróleo e gás russos no mercado internacional, entre eles China e Índia, na tentativa de reduzir a receita que financia o esforço de guerra de Moscou na Ucrânia.

O governo indiano já reagiu. Segundo a CartaCapital, Nova Délhi informou que vai continuar diversificando suas compras de petróleo e defendeu a necessidade de "garantir segurança energética para seus 1,4 bilhão de habitantes" — um sinal de resistência a abrir mão do petróleo russo, hoje vendido com desconto no mercado internacional.

Do lado russo, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que a imposição de sanções adicionais pelos Estados Unidos "complicaria os esforços para encontrar um acordo de paz" na Ucrânia, segundo a Renascença.

O aviso do Kremlin vem poucos dias depois de uma trégua anunciada por Trump ter fracassado na prática. Em 14 de setembro, o presidente americano afirmou que Rússia e Ucrânia haviam concordado em suspender ataques a infraestruturas de energia — mas, já no dia seguinte, a Rússia lançou cerca de 200 drones contra cidades ucranianas, matando ao menos duas pessoas, enquanto a Ucrânia atacava uma refinaria russa em Syzran e instalações de produção de drones em Taganrog e Oriol, segundo a Renascença. "A Rússia continua atacando nosso setor de energia (...) e nossas respostas são tangíveis", disse Zelensky.

O presidente ucraniano havia pedido ao Congresso americano, durante visita a Washington em julho, que aprovasse o pacote de sanções como forma de pressionar Moscou a negociar. A guerra, iniciada com a invasão russa em fevereiro de 2022, é considerada o conflito mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Com a aprovação nas duas casas do Congresso, a expectativa agora é que Trump sancione o texto nos próximos dias, o que deve elevar a pressão econômica sobre Moscou — mas também, segundo o próprio Kremlin, dificultar ainda mais uma saída negociada para o conflito.

Fontes consultadas nesta apuração

  • Rússia
  • Estados Unidos
  • Ucrânia
  • Sanções
  • Donald Trump
  • Vladimir Putin
  • Guerra na Ucrânia

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