O Google começou a liberar na terça-feira (13) o Gemini 4 Argon, seu novo modelo de inteligência artificial, no aplicativo Gemini e no Modo IA da Busca. Segundo o Olhar Digital, o acesso vale para assinantes dos planos Google AI Pro e AI Ultra. Antes, o acesso inicial no app estava restrito ao plano Ultra.
O modelo havia sido anunciado em 30 de setembro de 2026. À época, de acordo com a Dow Jones Newswires, publicada pelo Diário do Grande ABC, o Argon foi disponibilizado primeiro a um grupo de empresas de cibersegurança, e a chegada a desenvolvedores, clientes e consumidores ficaria para uma data não divulgada. A abordagem em etapas, segundo a agência, reflete o debate sobre segurança de modelos de IA.
O que o Google diz sobre o modelo
Segundo o Olhar Digital, o Google afirma que o Argon foi desenvolvido para tarefas complexas de raciocínio. A empresa diz que ele responde de forma mais direta, reduz repetições e clichês e segue instruções de estilo com mais consistência. O modelo também informa o andamento de tarefas longas com mais frequência.
Em testes internos, o Google afirma que o Argon superou os principais modelos da OpenAI e da Anthropic em tarefas de trabalho intelectual, programação, ciência, matemática e cibersegurança, conforme a Dow Jones Newswires. Esses resultados são da própria empresa e não foram verificados de forma independente.
Onde o Argon está disponível
No app Gemini, os modelos disponíveis para assinantes Pro e Ultra incluem 3.5 Flash-Lite, 3.8 Flash, 3.1 Pro e 4 Argon, segundo o Olhar Digital. A opção de tarefas, antes chamada Spark, ganha botão próprio na janela principal do chat. Na versão para macOS, o app terá acesso direto à interface de programação com agentes do Antigravity.
O modelo também chega ao Antigravity, plataforma de desenvolvimento do Google, mas o acesso ao Antigravity para desktop, à interface de linha de comando, ao AI Studio e ao Android Studio Canary exige o plano Google AI Ultra. Há ainda disponibilidade pela Gemini API. O texto consultado não confirma acesso para usuários gratuitos.
Quanto custa na API
De acordo com o Olhar Digital, há uma tarifa promocional até 30 de novembro de 2026: US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída. Depois da promoção, os valores passam a US$ 4 e US$ 20, respectivamente.
Token é a unidade de medida do tamanho de uma consulta de IA. Pelos valores promocionais, segundo a Dow Jones Newswires, o custo equivale à metade do cobrado pelo Claude Opus 5.5, da Anthropic, e a um quinto do preço do GPT-6 Astra, principal modelo da OpenAI.
Exemplos citados pelo Google
O Google divulgou casos internos de uso, também sem verificação independente. No Chrome, segundo a empresa, o modelo ajudou a separar o processamento central de páginas de uma pasta legada de cerca de 6 milhões de linhas, em uma base de 40 milhões de linhas. Uma refatoração que levaria meses foi concluída em semanas.
No YouTube, a empresa diz ter reduzido pela metade o uso de CPU da interface de comentários. O Google também abriu inscrições para oferecer, por seis meses e de graça, o nível mais alto de uso do Antigravity a 10 mil cientistas.
Contexto
Ainda segundo a Dow Jones Newswires, atrasos aparentes em lançamentos, saída de pesquisadores de destaque e resultados ruins em testes de desempenho geraram preocupação de que a DeepMind, laboratório de IA do Google, estivesse ficando atrás dos concorrentes. A agência avalia que o Argon não resolve todas essas questões, mas é "um começo".