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Granizo em SC: 9 cidades em emergência e R$ 20 mi para reparos

Balanço da Defesa Civil aponta ao menos 55 municípios com ocorrências entre 28 de agosto e 1º de setembro. Florianópolis e Biguaçu concentram os danos e vão receber R$ 20 milhões da Alesc.

Redação Apuramos

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Raychel Sanner/Unsplash — imagem ilustrativa
Raychel Sanner/Unsplash — imagem ilustrativa

Nove municípios de Santa Catarina estão em situação de emergência após a sequência de temporais com granizo, chuva intensa e ventos fortes que atingiu o estado entre 28 de agosto e 1º de setembro. Pelo balanço da Defesa Civil estadual, ao menos 55 cidades registraram algum tipo de ocorrência ou prejuízo.

Segundo o portal ND Mais, a lista de municípios em emergência subiu de sete para nove na atualização divulgada na tarde de segunda-feira (31). Estão no grupo Florianópolis, Biguaçu, Campo Erê, São José do Cedro, Princesa, Quilombo, Bom Jesus, Ipuaçu e Entre Rios.

Florianópolis e Biguaçu concentram o maior volume de danos em moradias. Só na capital, cerca de 5 mil imóveis foram afetados e mais de 48 mil telhas chegaram a ser solicitadas. Em Biguaçu, na Grande Florianópolis, 2.123 casas foram atingidas, com pedido de quase 10 mil telhas — na cidade foram registradas pedras de gelo do tamanho de bolas de tênis.

No Oeste e no Meio-Oeste, São José do Cedro contabilizou 200 residências danificadas e pediu 6.850 telhas e 500 kits de acomodação. Ipuaçu teve 210 imóveis afetados; Bom Jesus, 81; Entre Rios, 80; Princesa, 58; Campo Erê, 35 residências e três galpões rurais; e Quilombo, 32.

Fora das cidades em emergência, o boletim aponta transtornos em outras regiões. Em Brusque, deslizamentos deixaram quatro pessoas desabrigadas e três desalojadas. Em Presidente Getúlio, alagamentos e granizo afetaram 30 casas. Em São Joaquim, o granizo atingiu a pomicultura, e em Joaçaba, Herval d'Oeste e Luzerna o abastecimento de água foi comprometido por problemas na captação do Rio do Peixe.

Assistência humanitária e R$ 20 milhões da Alesc

Segundo a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, cerca de 43,8 mil itens de assistência humanitária — como telhas, lonas, colchões e kits de acomodação — foram mobilizados para atender as famílias atingidas pelo granizo.

Também na segunda-feira, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) anunciou o repasse de R$ 20 milhões para a recuperação das áreas mais afetadas: R$ 10 milhões para Florianópolis e R$ 10 milhões para Biguaçu, conforme noticiaram o ND Mais e o ClicRDC.

Procon encontra variação de 356% em material de construção

Com a corrida às lojas de material de construção, o Procon de Florianópolis fiscalizou cinco estabelecimentos da região central da Ilha na segunda-feira (31) e encontrou variação de até 356,08% nos preços de itens usados nos reparos.

A maior diferença estava na ripa de madeira vendida por metro: R$ 2,96 em uma loja do bairro João Paulo e R$ 13,50 em outra, no Córrego Grande. A lona preta de 4 metros de largura variou de R$ 3,95 a R$ 10 o metro linear, e o impermeabilizante em galão de 3,6 litros, de R$ 49,90 a R$ 125.

“Não é hora de ninguém tentar se aproveitar da necessidade das famílias. O Procon está acompanhando os preços e vai fiscalizar”, afirmou o diretor do Procon de Florianópolis, Tiago Silva, em declaração publicada pelo ND Mais.

O órgão pondera que a oscilação de mercado não configura, por si só, prática abusiva. Caso sejam detectadas altas injustificadas, porém, as lojas terão de apresentar notas fiscais de compra para que a margem de lucro seja auditada.

A Defesa Civil ressalta que os dados permanecem preliminares e seguem em atualização à medida que as vistorias avançam pelo território catarinense.

Fontes consultadas nesta apuração

  • granizo
  • santa catarina
  • defesa civil
  • florianopolis
  • biguacu
  • temporal
  • alesc
  • procon

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