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Greve na Caixa e no BB (10/09): o que abre e o que para hoje

Empregados da Caixa cruzam os braços por tempo indeterminado em todo o país e parte dos funcionários do Banco do Brasil adere. O impasse nas duas mesas é o custeio do plano de saúde.

Redação Apuramos

Publicado em

Samuel Regan-Asante/Unsplash — imagem ilustrativa
Samuel Regan-Asante/Unsplash — imagem ilustrativa

Os empregados da Caixa Econômica Federal entraram em greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10), em todo o país, e parte dos funcionários do Banco do Brasil também aderiu à paralisação. Nos dois casos, o impasse é o mesmo: quem paga a conta do plano de saúde.

Segundo a Gazeta do Povo, na Caixa a paralisação é nacional, enquanto no Banco do Brasil apenas uma parcela das bases sindicais decidiu cruzar os braços.

O estopim na Caixa é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados e dependentes. Hoje, o trabalhador paga 3,5% do salário-base mais R$ 480 por mês por dependente — valor que sobe para R$ 800 no caso de dependentes entre 24 e 27 anos.

A proposta apresentada pelo banco elevaria a contribuição para 5,5% do salário-base, com o valor mensal por dependente indo a R$ 870 e, na faixa de maior cobrança, a R$ 1.050. De acordo com a Exame, cerca de 90% dos votos nas assembleias rejeitaram o pacote, conforme o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

A Gazeta do Povo aponta que a proposta foi recusada em 93 bases sindicais, que aprovaram a greve, enquanto outras 35 também a rejeitaram, mas optaram por seguir negociando.

"A expressiva rejeição da proposta nas assembleias realizadas em todo o país demonstra que ela está muito distante das necessidades e das expectativas dos trabalhadores da Caixa", afirmou Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, em declaração reproduzida pela Gazeta do Povo.

A Caixa reabriu as conversas na quarta-feira (9), após receber o resultado das assembleias, mas não apresentou nova proposta no primeiro encontro. Segundo a Exame, uma nova rodada de negociação estava marcada para a manhã desta quinta-feira, e a greve permanece até que os trabalhadores sejam convocados para novas assembleias e decidam sobre uma eventual oferta.

Em nota, o banco afirmou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas e que busca um entendimento com foco na valorização dos empregados, na sustentabilidade da instituição e na continuidade da prestação de serviços à sociedade.

No Banco do Brasil, a categoria ficou dividida. Conforme a Gazeta do Povo, dos sindicatos que realizaram assembleias, 39 aceitaram a proposta de aporte de R$ 360 milhões para manter o plano de saúde até novembro, 60 rejeitaram e decidiram continuar negociando e 27 aprovaram a greve.

Entre as bases que pararam estão Belo Horizonte, Bahia, Ceará e Piauí. Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis estão entre as que recusaram a proposta, mas seguem na mesa de negociação. O BB informou que participa das negociações nacionais conduzidas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e mantém uma mesa específica para tratar das demandas de seus funcionários.

Para o cliente, o efeito prático é sentido no atendimento presencial. A paralisação pode afetar as agências, mas os serviços digitais continuam disponíveis. A Caixa orienta os correntistas a usar o aplicativo, o internet banking, os correspondentes bancários e o atendimento telefônico para pagar contas, boletos e tributos e evitar atrasos enquanto durar a greve.

"A greve é um direito constitucional dos trabalhadores e não deve resultar em prejuízos aos clientes", disse Neiva Ribeiro à Folha de S. Paulo, em trecho reproduzido pela Gazeta do Povo.

Enquanto isso, o restante da categoria já fechou acordo. A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários foi assinada na quarta-feira (9) e alcança cerca de 500 mil trabalhadores, com reajuste correspondente ao INPC acumulado entre setembro de 2025 e agosto de 2026 mais 0,6% de aumento real. O índice definitivo, segundo a Gazeta do Povo, será divulgado nesta sexta-feira (11).

A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2026 será calculada conforme o salário e o lucro de cada banco e paga até março de 2027, com antecipação prevista ainda para este mês. Na Caixa, porém, o acordo específico dos empregados continua sem desfecho.

Fontes consultadas nesta apuração

  • greve
  • caixa econômica federal
  • banco do brasil
  • saúde caixa
  • bancários
  • plr

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