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Guerra Irã-EUA hoje (03/09): ataque a bases no Kuwait e Emirados

Teerã afirma ter atingido as bases aéreas de Ahmad al-Jaber, no Kuwait, e Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, com mísseis e drones. O exército kuwaitiano diz ter interceptado a ofensiva, e a ONU se declarou alarmada com as vítimas civis.

Redação Apuramos

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Dylan McLeod/Unsplash — imagem ilustrativa
Dylan McLeod/Unsplash — imagem ilustrativa

O Irã voltou a atacar bases militares dos Estados Unidos no Golfo Pérsico nesta quinta-feira (3), ignorando as ameaças do presidente americano, Donald Trump. Segundo a CNN Brasil, o Exército iraniano afirmou ter atingido, ainda pela manhã, instalações nas bases aéreas de Ahmad al-Jaber, no Kuwait, e Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, com mísseis e drones.

Em comunicado citado pela CNN Brasil, os militares iranianos disseram ter mirado sistemas de comunicação por satélite, depósitos de equipamentos e hangares de caças na base kuwaitiana, "causando vítimas". Nos Emirados, entre os alvos estariam sistemas de radar.

As versões divergem. De acordo com a AFP, reproduzida pelo Jornal de Brasília, o Exército do Kuwait informou ter interceptado o ataque de mísseis e drones vindos do Irã. Já os Emirados Árabes Unidos não relataram nenhuma ação contra a base de Al Minhad.

A ofensiva é a resposta iraniana ao bombardeio americano de terça-feira (1º). O Comando Central dos EUA afirmou ter atingido sistemas de defesa aérea, radares, equipamentos marítimos e instalações de comunicação da Guarda Revolucionária (IRGC), segundo a CNN Brasil. Teerã contabiliza 19 mortos, incluindo sete militares, informou a AFP.

O ponto mais sensível é o ataque a um casamento. Segundo a agência francesa, quatro das vítimas participavam de uma cerimônia no distrito de Sirik, no sudeste do Irã, onde quase 70 pessoas ficaram feridas, de acordo com a imprensa estatal. Washington nega a autoria. O vice-presidente americano, JD Vance, disse nesta quinta-feira que o caso está sendo "investigado", mas se declarou "extremamente cético a respeito", alegando que os veículos estatais iranianos não têm sido "cronistas fiéis" do conflito.

"O sangue puro destes mártires (...) não ficará impune e sem dúvida será vingado", afirmou o chefe da Guarda Revolucionária, Ahmad Vahidi, em comunicado divulgado pela TV estatal iraniana e reproduzido pela AFP.

Nesta semana, bases americanas na Jordânia, no Iraque e no Bahrein também foram alvo. As Forças Armadas jordanianas informaram ter lidado com 13 mísseis balísticos — dez interceptados e três caídos em áreas remotas —, enquanto o Bahrein disse ter destruído drones iranianos, conforme a CNN Brasil. O IRGC alegou ter matado militares americanos na Jordânia, mas duas autoridades dos EUA disseram à Reuters que as avaliações iniciais não apontaram vítimas.

A Organização das Nações Unidas manifestou preocupação. Segundo o Brasil de Fato, o porta-voz Stephane Dujarric afirmou que o secretário-geral António Guterres está "profundamente preocupado com a retomada da troca de tiros" e "alarmado com as notícias de vítimas civis, incluindo um ataque que teria atingido uma cerimônia de casamento no Irã". O Ministério das Relações Exteriores do Kuwait classificou a ação iraniana como uma "escalada perigosa que ameaça a segurança e a estabilidade da região".

Do lado americano, Trump manteve o tom duro. "Gosto muito mais da nossa posição agora, com controle quase total do Estreito de Ormuz e a economia deles entrando em colapso total", disse o presidente, em declaração publicada pela CNN Brasil. "Eles estão apenas adiando o inevitável."

No mercado, o barril do Brent para entrega em novembro superou os US$ 97, segundo a AFP. O Irã bloqueia o Estreito de Ormuz desde o início do conflito — rota por onde passavam 20% das exportações mundiais de petróleo e gás natural liquefeito antes da guerra. Vance afirmou que o fluxo já voltou a níveis próximos aos anteriores.

A guerra começou no fim de fevereiro, com uma ofensiva conjunta de EUA e Israel contra o Irã que matou, no primeiro dia, o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, segundo a AFP. As hostilidades haviam sido suspensas por cerca de um mês e foram retomadas no domingo. Nesta quinta-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, avaliou que a queda do governo iraniano está "ao alcance da mão".

Fontes consultadas nesta apuração

  • Irã
  • Estados Unidos
  • Kuwait
  • Emirados Árabes Unidos
  • Oriente Médio
  • Donald Trump
  • Estreito de Ormuz

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