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Guerra no Irã: Trump aprova venda de caças à Arábia Saudita

Acordo de US$ 24,3 bilhões prevê 48 F-35 e ocorre em meio à guerra entre EUA e Irã e à escalada entre sauditas e houthis no Iêmen.

Redação Apuramos

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Max/Unsplash — imagem ilustrativa
Max/Unsplash — imagem ilustrativa

O governo de Donald Trump aprovou a venda de 48 caças F-35 à Arábia Saudita por US$ 24,3 bilhões — cerca de R$ 126 bilhões na cotação atual. A informação foi divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA e confirmada nesta sexta-feira (18) pelo Metropoles.

Segundo o órgão americano, a venda busca "fortalecer a capacidade defensiva da Arábia Saudita", descrita como aliada importante e "força de estabilidade política e progresso econômico" no Golfo. O negócio, fechado na quinta-feira (17), ainda precisa cumprir trâmites burocráticos antes de ser efetivado.

O anúncio ocorre em meio a dois conflitos que se sobrepõem no Oriente Médio: a guerra entre Estados Unidos e Irã, iniciada no início de 2026, e a escalada entre a coalizão liderada pelos sauditas e os rebeldes houthis, que controlam o norte do Iêmen. As hostilidades entre sauditas e houthis foram retomadas em julho, após anos de cessar-fogo frágil, segundo o Metropoles.

O reflexo da tensão aparece também no tráfego marítimo da região. Segundo o levantamento diário do jornal The National, publicado nesta sexta-feira (18), a movimentação de navios pelo Estreito de Ormuz segue abaixo da média dos últimos dez dias — sinal de cautela das companhias de navegação. Cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo passa por ali.

No Mar Vermelho, a Itália anunciou o envio de navios de guerra para proteger embarcações que cruzam o estreito de Bab al-Mandeb, outro corredor marítimo atingido por ataques dos houthis nos últimos meses, de acordo com o mesmo levantamento do The National.

Apesar da tensão militar, o preço do petróleo caiu pela terceira sessão consecutiva, também segundo o The National — movimento que analistas de mercado associam a uma aposta em menor risco de escalada imediata do conflito.

Na frente diplomática, Trump deve se reunir com líderes de países do Golfo em Nova York na próxima semana. Uma delegação iraniana também foi autorizada a participar da Assembleia Geral da ONU, mantendo aberto um canal mínimo de diálogo entre os dois lados. Segundo o The National, o presidente americano afirmou esperar que o conflito esteja "perto do fim", sem detalhar prazo ou condições para um encerramento efetivo.

A matéria atualiza a cobertura desta quinta-feira (17), quando Trump disse ter uma "grande decisão" a tomar sobre atacar o Irã. Um dia depois, a Casa Branca optou por reforçar a presença militar de aliados na região — com a venda de caças à Arábia Saudita — em vez de anunciar uma trégua ou um novo ataque direto.

Investidores e governos do Golfo seguem de olho no desenrolar da crise: qualquer interrupção mais séria no Estreito de Ormuz tende a pressionar os preços da energia em escala global, dado o volume de petróleo e gás que passa pela rota diariamente.

Fontes consultadas nesta apuração

  • irã
  • trump
  • estados unidos
  • arábia saudita
  • f-35
  • oriente médio
  • iêmen

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