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Guerra na Ucrânia: ataque em Sumy mata duas pessoas

Ataque aéreo russo atingiu um prédio residencial na cidade ucraniana nesta sexta-feira (18); presidente Volodimir Zelensky disse que há risco de mais vítimas sob os escombros.

Redação Apuramos

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René DeAnda/Unsplash — imagem ilustrativa
René DeAnda/Unsplash — imagem ilustrativa

Um ataque aéreo russo atingiu nesta sexta-feira (18) um prédio residencial na cidade de Sumy, no nordeste da Ucrânia, e matou pelo menos duas pessoas, segundo o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky.

O ataque abriu uma cratera que atravessou três andares do edifício, de acordo com imagens divulgadas pelos serviços de emergência ucranianos. Equipes de resgate trabalhavam no local para retirar possíveis vítimas presas nos escombros e conter incêndios.

"Pode haver pessoas ainda presas debaixo dos escombros. As equipes de resgate estão fazendo tudo o que é possível para retirá-las e extinguir os incêndios", afirmou Zelensky, segundo informou a agência France-Presse (AFP).

Sumy fica a poucos quilômetros da fronteira com a Rússia e é um dos alvos mais recorrentes de ataques russos com drones e mísseis desde que a invasão começou, em fevereiro de 2022. A região já foi palco de outros ataques com dezenas de mortos nos últimos anos.

O bombardeio contra o prédio residencial em Sumy ocorreu no mesmo dia em que a Força Aérea da Ucrânia informou que a Rússia disparou 93 drones do tipo Shahed contra o país durante a noite, segundo a CNN Brasil. Ataques na região de Zhytomyr deixaram outras duas pessoas mortas e duas feridas após um incêndio atingir uma instalação industrial no distrito de Korosten, enquanto uma família de cinco pessoas ficou ferida em Fastiv, nos arredores de Kiev.

O Ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, afirmou ter atacado "portos ucranianos e centros logísticos" na região de Odessa e alegou ter interceptado 629 drones ucranianos no mesmo período.

Segundo o site português Executive Digest, Moscou tem colocado como condição para um cessar-fogo a cessão de quatro regiões ucranianas e a renúncia de Kiev à adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) — exigências rejeitadas até agora pelo governo ucraniano.

Os novos ataques ocorrem em meio a esforços diplomáticos intermitentes para uma trégua, que até o momento não resultaram em um cessar-fogo duradouro. Enquanto as negociações seguem travadas, cidades como Sumy, Kiev e Zaporizhzhia continuam sob ataques quase diários, mais de três anos e meio após o início da guerra.

Ainda não há um balanço final de mortos e feridos em todo o território ucraniano nas últimas 24 horas, e as autoridades locais devem atualizar os números ao longo do dia.

Fontes consultadas nesta apuração

  • ucrania
  • russia
  • guerra
  • sumy
  • zelensky
  • otan

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