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Irã lança mísseis contra tropas dos EUA; ataque é interceptado

CENTCOM diz que todos os projéteis foram derrubados e anuncia, com a Arábia Saudita, ofensiva contra milícias pró-Irã no Iraque; pausa nos combates chega ao fim

Redação Apuramos

Publicado em

Irã lança mísseis contra tropas dos EUA; ataque é interceptado
Max/Unsplash — imagem ilustrativa

A Guarda Revolucionária do Irã lançou mísseis balísticos contra forças dos Estados Unidos no Oriente Médio na noite desta terça-feira (28), e todos os projéteis foram interceptados, segundo o Comando Central americano (CENTCOM). O ataque encerrou uma pausa de dias nos combates entre os dois países e foi seguido por uma ofensiva conjunta de EUA e Arábia Saudita contra milícias apoiadas por Teerã no Iraque.

Como foi o ataque

De acordo com o comunicado do CENTCOM nas redes sociais, os mísseis partiram do território iraniano às 17h45 do horário da costa leste americana (18h45 de Brasília), numa "tentativa de ataque surpresa" contra tropas dos EUA baseadas na região. "Todos os mísseis iranianos foram interceptados com sucesso. As forças dos EUA permanecem vigilantes e em estado de prontidão elevada", informou o comando.

Uma autoridade americana disse à CNN que, pelas estimativas iniciais, não foram disparados mais do que quatro mísseis balísticos. Não houve registro de vítimas nem de danos. Segundo o site Axios, a mídia estatal iraniana informou que a Guarda Revolucionária reivindicou o lançamento, que teria mirado uma base americana na Jordânia — o primeiro ataque do Irã a alvos militares dos EUA desde a sexta-feira (24).

Resposta no Iraque

Horas depois, o CENTCOM anunciou uma operação conjunta com a Arábia Saudita contra posições de milícias apoiadas pelo Irã no leste do Iraque. Caças dos dois países destruíram depósitos de logística e de armamentos usados pelos grupos, informou o comando americano.

A ação, segundo o CENTCOM, foi uma resposta a mais de 30 ataques com drones dirigidos pela Guarda Revolucionária contra forças americanas e contra a infraestrutura de energia saudita nas últimas 72 horas, conforme apurou a Gazeta do Povo. O comando advertiu Teerã e seus aliados a cessarem os ataques para evitar uma resposta militar americana "mais ampla".

Fim da pausa nos combates

A troca de ataques enterra a trégua informal que durava desde a sexta-feira, quando o presidente Donald Trump recuou da ameaça de ampliar os bombardeios contra o território iraniano. Na segunda, Trump afirmou que os EUA haviam suspendido os ataques a pedido do Irã e que Teerã queria negociar — versão contestada pelo porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baghaei: "Não temos negociações com os Estados Unidos no momento", disse ele, segundo a CNN.

A Associated Press relata que mediadores tentavam justamente levar os dois lados de volta à mesa quando o novo lançamento aconteceu. O conflito, que se arrasta há semanas, tem como epicentro o Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

O ataque ocorreu ainda no mesmo dia em que Trump recebeu o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, em reunião dominada pela situação do Irã.

O que diz o Irã

Além da reivindicação divulgada pela mídia estatal, o governo iraniano não havia se manifestado oficialmente sobre o comunicado do CENTCOM nem sobre os bombardeios no Iraque até a publicação desta reportagem.

Fontes consultadas nesta apuração

  • Irã
  • EUA
  • CENTCOM
  • Oriente Médio
  • Arábia Saudita
  • Iraque
  • Estreito de Ormuz
  • Guarda Revolucionária

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