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Lúcio Mauro Filho revela ter tido câncer no intestino em 2022

Ator contou que a doença foi descoberta em check-up feito após a Covid e tranquilizou fãs: carcinoma em estágio inicial foi tratado rapidamente. Veja os sinais de alerta e quando fazer o rastreamento.

Redação Apuramos

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National Cancer Institute/Unsplash — imagem ilustrativa
National Cancer Institute/Unsplash — imagem ilustrativa

O ator e músico Lúcio Mauro Filho revelou ter enfrentado um câncer no intestino, descoberto em um check-up de rotina realizado depois de tratar complicações da Covid-19. O relato, feito em entrevista ao programa Alt Tabet, do Canal UOL, repercutiu nas redes e segue nesta sexta-feira (14) entre os assuntos mais lidos dos portais de notícias.

"Quando terminou o tratamento, fiz um check-up. Aí descobri um câncer no intestino. Eu nunca contei isso para ninguém", afirmou o ator na entrevista, segundo a CNN Brasil.

Diante da preocupação dos fãs, Lúcio Mauro Filho usou o Instagram na quinta-feira (13) para esclarecer o caso. De acordo com o portal TV Prime, do Correio Braziliense, o diagnóstico ocorreu em 2022, durante uma colonoscopia que identificou um carcinoma em estágio inicial. A descoberta precoce permitiu um tratamento rápido, sem necessidade de terapias mais agressivas, e o ator afirmou estar bem e totalmente saudável.

"Claro que esse evento mudou minha vida. Pra melhor! Hoje cuido da alimentação, do sono, do corpo, como nunca cuidei", escreveu o artista. Ele ainda deixou um recado aos seguidores: "Não dê bobeira. Faça exames periódicos, pois não existe maneira melhor de cuidar da saúde do que a prevenção. E ao primeiro sintoma, seja qual for, sempre procure orientação médica".

Doença pode avançar sem sintomas claros

O caso chama atenção para uma característica importante do câncer colorretal: a doença pode se desenvolver por bastante tempo sem provocar sinais evidentes. À CNN Brasil, a coloproctologista Aline Amaro explicou que o alerta principal é qualquer mudança persistente no funcionamento habitual do intestino.

"Muitas vezes o paciente não apresenta uma queixa muito intensa, mas percebe que alguma coisa mudou. E é justamente essa mudança persistente que não deve ser normalizada", disse a médica.

Entre os sinais citados pela especialista estão sangue nas fezes, episódios persistentes de diarreia ou constipação, dor abdominal recorrente, anemia sem causa evidente, cansaço e emagrecimento involuntário. Amaro também desfaz uma ideia comum: sangue nas fezes não é sinônimo de hemorroida, e sangramentos recorrentes devem sempre ser avaliados por um profissional de saúde.

Quando começar o rastreamento

Como o tumor pode surgir a partir de pólipos que permanecem anos no intestino, o rastreamento é recomendado mesmo para quem não sente nada. A colonoscopia permite visualizar essas lesões e, em muitos casos, retirá-las durante o próprio exame — antes que se transformem em câncer.

Para pessoas de risco habitual, a American Cancer Society recomenda iniciar o rastreamento aos 45 anos, segundo a CNN Brasil. No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou em maio de 2026 um protocolo de rastreamento no SUS com o teste imunoquímico fecal (FIT) para pessoas assintomáticas de 50 a 75 anos; resultados positivos são encaminhados para investigação complementar. Quem tem histórico familiar da doença, síndromes hereditárias ou doenças inflamatórias intestinais pode precisar começar mais cedo.

Prevenção passa pelos hábitos

Alguns fatores de risco não podem ser modificados, como idade, genética e histórico familiar. Outros, porém, estão ligados ao estilo de vida: sedentarismo, excesso de peso, tabagismo, consumo de álcool e alimentação pobre em fibras, com presença frequente de carnes processadas, aumentam o risco da doença.

Manter atividade física regular, controlar o peso, não fumar, reduzir o álcool e priorizar frutas, verduras, legumes, feijões e cereais integrais estão entre as medidas que ajudam a diminuir as chances do câncer colorretal — hoje um dos tumores mais frequentes no Brasil.

O exemplo de Lúcio Mauro Filho reforça o recado dos médicos: quanto mais cedo a doença é encontrada, maiores as chances de cura e mais simples tende a ser o tratamento.

Fontes consultadas nesta apuração

  • lúcio mauro filho
  • câncer colorretal
  • câncer de intestino
  • saúde
  • prevenção
  • colonoscopia

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