Lucro do FGTS: R$ 13 bi aprovados; veja quanto você recebe
Conselho Curador aprovou nesta terça (28) a distribuição de R$ 13,04 bilhões a 138,2 milhões de trabalhadores; crédito entra na conta vinculada em agosto
Redação Apuramos
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Conselho Curador aprovou nesta terça (28) a distribuição de R$ 13,04 bilhões a 138,2 milhões de trabalhadores; crédito entra na conta vinculada em agosto
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O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou nesta terça-feira (28) a distribuição de R$ 13,04 bilhões do lucro do fundo em 2025 a cerca de 138,2 milhões de trabalhadores. O valor corresponde a 89% do resultado positivo apurado no período, de R$ 14,7 bilhões, e será creditado nas contas vinculadas na primeira quinzena de agosto, informou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A cifra exata autorizada é de R$ 13.042.511.777,08. Segundo o Correio Braziliense, a aprovação foi unânime.
Não existe valor fixo: a divisão é proporcional ao saldo que cada pessoa tinha na conta do FGTS em 31 de dezembro de 2025. Pelo cálculo do MTE, o crédito representa um acréscimo de 1,87% sobre esse saldo.
Para estimar o valor, basta multiplicar o saldo do fim de 2025 pelo índice de 0,01868341, conforme divulgado pelo Poder360. Na prática, quem tinha R$ 1.000 na conta receberá cerca de R$ 18,68, exemplo citado pela Forbes Brasil.
Com a distribuição, a rentabilidade total das contas no ano chega a 6,90% — soma da TR, dos 3% ao ano previstos em lei e do repasse do lucro. O ministério afirma que o resultado supera em 2,53 pontos percentuais a inflação medida pelo IPCA no período.
Tem direito ao repasse quem tinha saldo em conta vinculada do FGTS em 31 de dezembro de 2025 — inclusive quem não está mais empregado, mas manteve dinheiro parado na conta de um vínculo formal anterior. Quem zerou a conta antes dessa data fica de fora.
O MTE afirma que o crédito será feito na primeira quinzena de agosto. Já o Correio Braziliense registra que a Caixa Econômica Federal tem até 31 de agosto para concluir os depósitos, prazo previsto na legislação. O repasse é automático: não é preciso pedir nem preencher formulário.
O dinheiro, porém, não fica imediatamente disponível para saque. Ele entra na conta vinculada e só pode ser retirado nas situações já previstas em lei, como demissão sem justa causa, aposentadoria, doença grave, compra da casa própria, saque-aniversário, contas com saldo inferior a R$ 80 e desastre natural, entre outras, conforme lista publicada pelo Poder360.
A consulta ao crédito pode ser feita pelo aplicativo FGTS, pelo extrato da conta vinculada, pelo internet banking da Caixa (para clientes do banco) e nas agências.
Na mesma reunião, o conselho analisou as demonstrações financeiras do fundo. Segundo o MTE, o FGTS teve a maior arrecadação de sua história em 2025: R$ 212,56 bilhões, contra R$ 192,5 bilhões em 2024. Os saques também subiram, somando R$ 190,4 bilhões — alta de 18,3% sobre os R$ 160,9 bilhões do ano anterior.
As principais modalidades de retirada foram rescisão contratual e multa rescisória (31,3%), saque-aniversário (28,6%), habitação (14%), aposentadoria (7,5%) e multa rescisória do saque-aniversário (7,2%).
Os ativos do fundo alcançaram R$ 837,7 bilhões, e o patrimônio líquido cresceu 6,1%, de R$ 118,7 bilhões para R$ 126 bilhões. As receitas passaram de R$ 52,5 bilhões para R$ 64,5 bilhões. Na área habitacional, o FGTS financiou o atendimento de 633 mil famílias, 4,2% a mais que em 2024, e destinou recursos para ações de calamidade pública em 662 municípios, beneficiando cerca de 283 mil trabalhadores.
A distribuição do lucro virou prática recorrente. Em 2025, foram repassados R$ 12,9 bilhões aos cotistas; em 2024, R$ 15,2 bilhões, segundo levantamento do Poder360.
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