Apuramos.

Lemos todas as fontes. Você decide.

Sobre
Política

Lula abre campanha no ABC e Flávio Bolsonaro em Copacabana

Primeiro dia de campanha nas ruas levou os presidenciáveis a redutos históricos. Caiado fez carreata em Goiás e Zema começou por Montes Claros (MG).

Redação Apuramos

Publicado em

Les Taylor/Unsplash — imagem ilustrativa
Les Taylor/Unsplash — imagem ilustrativa

Os candidatos à Presidência da República fizeram neste domingo (16) o primeiro dia de campanha nas ruas, liberado pelo calendário da Justiça Eleitoral. Cada um escolheu um reduto histórico para dar a largada: Lula voltou ao ABC paulista, e Flávio Bolsonaro subiu no carro de som em Copacabana.

Segundo a Agência Brasil, a Lei das Eleições e as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permitem atos de rua até 3 de outubro, um dia antes do primeiro turno. Comícios estão autorizados entre 8h e meia-noite, até 1º de outubro.

Lula volta ao palco das greves de 1979

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou a campanha em comício no Estádio 1º de Maio, antigo Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP). O local foi palco das assembleias dos metalúrgicos do ABC e das greves de 1979, que ajudaram a dar origem à CUT e ao próprio PT, como lembrou o Poder360. O partido esperava reunir cerca de 20 mil pessoas no ato.

"A partir de hoje, só vamos dormir direito em 5 de outubro. Cada militante nosso tem de andar com a comparação do que nós fizemos e do que os outros fizeram", discursou Lula, de acordo com a Agência Brasil.

O discurso adiantou as linhas gerais da campanha: defesa da soberania, pautas sociais, o papel da mulher e a diferença de abordagem na segurança pública. Lula afirmou que, enquanto for vivo, não vai permitir a volta de "uma direita responsável pela morte de crianças sem remédio e pela morte de 400 mil pessoas sem vacina".

O comício também emprestou palanque a candidatos de outros estados. Coube a Benedita da Silva, que concorre ao Senado pelo Rio de Janeiro, representar os postulantes ao Legislativo.

Flávio promete indicar quatro ministros ao STF

Flávio Bolsonaro (PL) escolheu a Praia de Copacabana, no Rio, que recebeu uma série de manifestações bolsonaristas nos últimos anos. Ele subiu ao carro de som por volta das 11h30, de camiseta com os dizeres "Meu Partido é o Brasil", ao lado do candidato a vice, Alfredo Gaspar, da mãe, Rogéria, também candidata, e da mulher, Fernanda.

O senador tocou áudios do pai, Jair Bolsonaro, e prometeu dar sequência ao legado do ex-presidente. "Sei que pareço com ele. Mas é difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé", disse, segundo a Agência Brasil.

Entre as promessas, Flávio citou a indicação dos próximos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a classificação de milícias e organizações do tráfico como "terroristas" e a redução da maioridade penal. Na economia, criticou a Selic em 14% ao ano e prometeu um "tesouraço" nos primeiros dias de governo, com cortes de gastos e de cargos.

Caiado, Zema e os demais

Ronaldo Caiado (PSD) fez carreata no entorno do Distrito Federal, passando por Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental, com encerramento em Luziânia. Ele garantiu que não apoiará Lula caso não chegue ao segundo turno, posição contrária à do presidente do PSD e seu vice, Gilberto Kassab, que disse no sábado que os partidos do Centrão "estão com Lula".

Romeu Zema (Novo) iniciou a campanha em Montes Claros, no Norte de Minas, onde participou de missa e de almoço com candidatos do partido. "O que eu fiz aqui eu vou fazer no Brasil. Sem roubalheira, sem corrupção e com gente competente", afirmou.

Também foram às ruas Renan Santos (Missão), no Largo São Francisco, em São Paulo, ao lado do deputado federal Kim Kataguiri; Augusto Cury (Avante), em Santa Luzia (MG), que falou de projetos na área da saúde; e Hertz Dias (PSTU), que caminhou pela Avenida Paulista e por São José dos Campos (SP) defendendo a reestatização de empresas estratégicas.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

Fontes consultadas nesta apuração

  • eleições 2026
  • lula
  • flávio bolsonaro
  • campanha eleitoral
  • ronaldo caiado
  • romeu zema
  • comício

Mais de Política