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Lula é oficializado candidato à reeleição em convenção do PT

Homologação da chapa com Alckmin foi anunciada por volta das 10h20 deste domingo (2/8), no Expo Center Norte, em São Paulo; aliança reúne sete partidos e campanha começa em 16 de agosto

Redação Apuramos

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Lula é oficializado candidato à reeleição em convenção do PT
Chris Boland/Unsplash — imagem ilustrativa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é oficialmente candidato à reeleição. A homologação da chapa foi anunciada por volta das 10h20 deste domingo (2/8), durante a convenção nacional do partido no Expo Center Norte, na zona norte de São Paulo, segundo a Revista Fórum. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) foi confirmado novamente como candidato a vice.

O anúncio coube ao presidente nacional do PT, Edinho Silva. "Agora é oficial. Acabamos de homologar, terminou nesse exato momento a nossa convenção oficial e daqui a pouco nós vamos dar início ao nosso ato político, que nós viemos aqui para oficializar, mas também para celebrar essa construção política que é histórica", disse, conforme registrou a Fórum.

É a sétima vez que Lula disputa a Presidência. Ele perdeu em 1989, 1994 e 1998, venceu em 2002, foi reeleito em 2006 e voltou ao Planalto em 2022, de acordo com levantamento do jornal O Tempo. Aos 80 anos, busca um quarto mandato — feito inédito na história republicana brasileira.

Sete partidos e duas federações

A chapa chega à convenção com o apoio formal de sete legendas do campo progressista: PT, PV, PCdoB, PSB, PDT, PSOL e Rede. A estrutura se organiza em duas federações — a Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) e a federação PSOL/Rede. Segundo o PT, é a primeira vez desde 1989 que todo esse arco apoia um mesmo nome já no primeiro turno.

O nome de Alckmin havia sido referendado em convenção do PSB realizada na quarta-feira (29/7), em Brasília. Entre as candidaturas ligadas à aliança está a da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que concorre ao Senado por São Paulo na chapa encabeçada pelo ex-ministro Fernando Haddad, candidato ao governo paulista.

Há divergência sobre o tamanho do público: o PT informou que o pavilhão comportava cerca de 3 mil pessoas; a Fórum fala em até 3.500. Segundo apurou o Estado de Minas, aliados convenceram o presidente a ler o discurso em teleprômpter, em vez da fala improvisada de costume, para reduzir o risco de desgaste.

Por que São Paulo

A escolha da capital paulista não é casual. O estado reúne 34,1 milhões de eleitores aptos a votar em 2026 — 21,48% do eleitorado nacional, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como destacou o Metrópoles. Foi também onde Lula perdeu em 2022: no segundo turno, teve 44,76% dos votos válidos contra 55,24% de Jair Bolsonaro (PL), diferença de quase 2,7 milhões de votos.

Pesquisa Datafolha divulgada em 24 de julho e citada por O Tempo aponta Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 32% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ronaldo Caiado (PSD) tem 4% e Romeu Zema (Novo), 3%. No segundo turno, o placar é de 48% a 43% para o petista. A aprovação do governo segue estável: 38% avaliam a gestão como ruim ou péssima e 32%, como ótima ou boa. Foram 2.004 entrevistados, margem de erro de 2 pontos, registro BR-01166/2026 no TSE.

O outro lado

A campanha de Flávio Bolsonaro informou ao Metrópoles que vai acionar a Justiça Eleitoral depois de Lula pedir votos para si e para aliados na convenção do PT na Bahia, no sábado (1º/8). Pela legislação, pedidos explícitos de voto só são permitidos a partir de 16 de agosto. O senador foi oficializado candidato pelo PL em 25 de julho e, na véspera, também pediu voto para si mesmo em evento do partido em Santa Catarina, segundo O Tempo. A reportagem não localizou manifestação do PL sobre a convenção petista deste domingo.

O que vem agora

O primeiro ato oficial de campanha está marcado para 16 de agosto, no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, onde Lula despontou como líder sindical no fim dos anos 1970. As convenções partidárias vão até 5 de agosto, e os registros de candidatura devem ser protocolados na Justiça Eleitoral até 15 de agosto.

Fontes consultadas nesta apuração

  • Lula
  • PT
  • eleições 2026
  • Alckmin
  • convenção
  • Flávio Bolsonaro

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