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Lula registra candidatura à reeleição no TSE com sete partidos

Coligação Brasil Pronto Pra Mais protocolou o pedido às 23h20 de sexta (7), acompanhado de um programa de governo de 84 páginas que coloca a soberania nacional como eixo central

Redação Apuramos

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Lula registra candidatura à reeleição no TSE com sete partidos
Ramon Buçard/Unsplash — imagem ilustrativa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice Geraldo Alckmin (PSB) tiveram o pedido de registro de candidatura à reeleição protocolado na Justiça Eleitoral na noite desta sexta-feira (7). De acordo com o recibo do Sistema de Candidaturas citado pela Revista Fórum, o requerimento da coligação Brasil Pronto Pra Mais deu entrada às 23h20min52s e foi confirmado às 23h21min06s.

A coligação reúne PDT, PSB, a Federação PT-PCdoB-PV e a Federação PSOL-Rede, somando sete partidos. Segundo a Fórum, é a única candidatura presidencial deste ano que apresentou coligação formal no plano nacional. A chapa repete a composição de 2022, novamente com Alckmin como candidato a vice.

Com o registro, Lula entra em sua oitava disputa presidencial. Se for reeleito, chegará ao quarto mandato.

Soberania como eixo do programa

Junto com o requerimento, a campanha entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um programa de governo de 84 páginas, dividido em 13 eixos. O texto promete "defender a soberania nacional e o protagonismo internacional do Brasil", em contraponto às retaliações econômicas aplicadas pelos Estados Unidos, apurou a Folhapress em reportagem publicada pelo Jornal de Brasília.

Pelo levantamento da Revista Fórum, a palavra "soberania" aparece em 21 das 84 páginas. Um trecho afirma: "Faremos firme oposição a qualquer tentativa de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros ou de reduzir nosso país a uma posição de dependência geopolítica." Outro diz que a campanha rejeita "a visão daqueles que aceitam, com servilismo, a renúncia à soberania nacional em nome de alinhamentos automáticos e ideologias fracassadas".

A elaboração do documento foi coordenada pelo ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli, com participação da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e dos ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento), segundo a Folhapress. O presidente do PT, Edinho Silva, e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, também colaboraram.

Saúde, segurança e o que ficou de fora

A pedido de Lula, a saúde ganhou destaque no plano, informou a CNN Brasil. O programa prevê ampliar o Farmácia Popular para incluir exames laboratoriais e de diagnóstico, além de expandir a rede pública de oncologia e criar uma fila única digital ordenada por risco clínico, com uso de inteligência artificial. O documento afirma que o Farmácia Popular atendeu 27 milhões de pessoas em 2025, 32% a mais que em 2022.

Na segurança pública, o texto formaliza a proposta de criação de um Ministério da Segurança Pública. Também prevê uma Política Nacional de Letramento Digital e um "pacto" entre os Poderes para limitar emendas parlamentares e acabar com os supersalários no serviço público.

A tarifa zero no transporte público, defendida por setores do governo ao longo do ano, ficou fora do programa. "O impacto será nos municípios. Não cabe no programa de governo do presidente da República", disse o presidente do PT, Edinho Silva, à CNN Brasil. A medida poderia custar mais de R$ 80 bilhões aos cofres públicos.

O outro lado

O principal adversário de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi confirmado candidato em convenção nacional do PL em 25 de julho. Em 5 de agosto, último dia do prazo para convenções, ele anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice, formando uma chapa apenas com filiados do próprio partido, segundo o Metrópoles.

A decisão veio depois de o PL não conseguir fechar aliança com Republicanos, Podemos e a federação União Progressista (União Brasil e PP). Pelo levantamento do Metrópoles, as principais legendas do Centrão declararam neutralidade na disputa presidencial. A campanha de Flávio Bolsonaro não se manifestou publicamente sobre o programa de governo apresentado pela chapa de Lula até a publicação desta reportagem.

O que vem agora

O prazo final para o registro de candidaturas na Justiça Eleitoral é 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia 16, mesma data escolhida pela coligação de Lula para o ato de lançamento, no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP) — palco das assembleias de metalúrgicos que projetaram Lula nacionalmente no fim dos anos 1970.

Fontes consultadas nesta apuração

  • eleições 2026
  • Lula
  • Geraldo Alckmin
  • TSE
  • PT
  • plano de governo
  • Flávio Bolsonaro

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