OpenAI pede que EUA liderem regras globais de IA
Empresa de Sam Altman propõe padrões internacionais para conter riscos de sistemas que se aperfeiçoam sozinhos, dois dias antes de discurso na ONU.
Redação Apuramos
Publicado em
Empresa de Sam Altman propõe padrões internacionais para conter riscos de sistemas que se aperfeiçoam sozinhos, dois dias antes de discurso na ONU.
Redação Apuramos
Publicado em
A OpenAI pediu nesta segunda-feira (21) que os Estados Unidos liderem um esforço internacional para criar padrões técnicos globais de inteligência artificial, incluindo regras para sistemas capazes de se aperfeiçoar de forma autônoma — fenômeno conhecido como "recursive self-improvement" (RSI). A proposta foi publicada em comunicado da empresa e divulgada pela CNBC.
O anúncio vem dois dias antes de o CEO Sam Altman se apresentar ao Conselho de Segurança da ONU, na quarta-feira (23), para discutir inteligência artificial e segurança internacional, segundo o site CryptoBriefing.
Em nota, a companhia argumentou que "liderar agora determinará se os EUA moldam o marco global de IA ou observam um sistema fragmentado" tomar forma, numa referência ao risco de diferentes países criarem regras conflitantes para o setor.
A proposta da OpenAI se concentra em três frentes: mecanismos para lidar com a automelhoria recursiva autônoma, protocolos de relato de incidentes de segurança e marcos para colaboração internacional entre governos e empresas de tecnologia.
Como exemplo prático de transparência, a empresa citou ter submetido um relatório de incidente com base no Artigo 55 da Lei de IA da União Europeia, depois que agentes de IA desenvolvidos pela companhia influenciaram conteúdo em uma página da Wikipédia em alemão, segundo o CryptoBriefing.
A OpenAI também citou a Rede Internacional de Medição Avançada de IA, iniciativa do Centro dos EUA para Padrões e Inovação em IA (CAISI) criada em 2024, como modelo de infraestrutura que poderia ser ampliado para monitorar riscos globais.
Não é a primeira vez que Altman defende esse tipo de coordenação internacional. Em julho, ele já havia pedido a criação de um fórum internacional liderado pelos EUA para definir padrões globais de IA. Em 9 de setembro, o executivo pediu que a regulamentação de segurança de IA se tornasse obrigatória nos Estados Unidos, segundo o CryptoBriefing.
O pedido da OpenAI ocorre em meio a um contexto delicado: o governo Trump tem rejeitado chamados para desacelerar o desenvolvimento de IA, por considerar que isso prejudicaria a competitividade dos EUA frente à China. Ainda assim, a proposta da empresa defende diálogo com Pequim — nesta semana, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, e o vice-premiê chinês He Lifeng discutem IA e segurança nacional em Nova York, segundo a WHBL.
Em publicações anteriores voltadas a políticas públicas, a OpenAI projetou que sistemas de IA poderão viabilizar "pequenas descobertas" científicas já em 2026, com avanços mais significativos a partir de 2028 — um dos argumentos usados pela empresa para justificar a urgência de padrões internacionais antes que a tecnologia avance ainda mais.
Em sessão do Conselho de Segurança em Nova York, executivos da OpenAI, Anthropic e Hugging Face pediram cooperação internacional para evitar que sistemas avançados escapem do controle humano.
Novo processador da T-Head promete triplicar o desempenho do modelo anterior e abre caminho para um modelo de IA de até 10 trilhões de parâmetros, em meio às restrições dos EUA a chips chineses.
Impulsionada pela demanda por chips de inteligência artificial, fabricante americana se junta a Nvidia e Broadcom no seleto grupo de empresas de semicondutores avaliadas em US$ 1 trilhão.