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OTAN ativa defesas após míssil na Polônia; 8 morrem na Ucrânia

Rutte diz que aliança está "em solidariedade" com Varsóvia e chama incidente de "ato imprudente" da Rússia; bombardeio desta quinta (30) atingiu Kiev, Lviv e Kryvyi Rih, onde uma família inteira morreu

Redação Apuramos

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OTAN ativa defesas após míssil na Polônia; 8 morrem na Ucrânia
Tolga Ahmetler/Unsplash — imagem ilustrativa

A Otan e a Polônia ativaram nesta quinta-feira (30) suas defesas aéreas e terrestres depois que um míssil russo violou o espaço aéreo polonês durante um ataque em larga escala contra a Ucrânia. A ofensiva da madrugada matou ao menos oito civis, entre eles crianças, e deixou dezenas de feridos, segundo autoridades ucranianas.

O secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte, afirmou ter conversado com o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, sobre o incidente, apurou o Estadão Conteúdo. "Estamos em solidariedade com a Polônia e continuaremos a fortalecer nossa prontidão para defender contra qualquer ameaça, incluindo ataques de mísseis", escreveu Rutte na rede X. O chefe da Otan classificou o episódio como "mais um ato imprudente da Rússia" e uma consequência perigosa da guerra na Ucrânia. "Nosso compromisso é inabalável", acrescentou.

Caças poloneses no ar

As Forças Armadas da Polônia informaram que caças e um avião de alerta antecipado entraram em operação durante o bombardeio, enquanto os sistemas de defesa terrestres e de reconhecimento por radar foram colocados em prontidão, segundo a agência AFP. Mais cedo, o governo polonês havia confirmado que um artefato caiu no leste do país e abriu uma cratera de cerca de 10 metros.

Família morta em Kryvyi Rih

O ataque desta madrugada atingiu Kiev, Dnipro, Lviv, Poltava, Kharkiv e outras cidades. Segundo a agência italiana ANSA, entre os mortos estão três crianças e seus pais, atingidos por um míssil balístico em uma casa perto de Kryvyi Rih, no centro do país; dois outros menores da família foram resgatados com vida dos escombros. A AFP, por sua vez, fala em quatro adultos e duas meninas, de 5 e 12 anos, mortos no local.

Os números de feridos divergem: o Estadão Conteúdo cita mais de 50, enquanto a AFP contabiliza ao menos 25. Em Kiev, uma pessoa morreu e houve incêndios em vários distritos, disse o prefeito Vitali Klitschko: "A ameaça de novos ataques persiste. Permaneçam nos abrigos". Em Poltava, um ataque de drone a um armazém deixou um morto; em Lviv, ao menos 15 pessoas ficaram feridas.

O que dizem Kiev e Moscou

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou as oito mortes e voltou a pedir reforço das defesas aéreas aos aliados. "O terror russo prova, mais uma vez, que a proteção contra a ameaça de seus mísseis é a tarefa mais importante quando se trata de salvar as vidas do nosso povo", escreveu no X, segundo a ANSA. "Essa não é uma tarefa que possa ser deixada apenas para a Ucrânia ou para um único país", acrescentou.

O Ministério da Defesa da Rússia confirmou a ofensiva e afirmou que os alvos eram bases "militares" envolvidas na produção, no armazenamento e no transporte de mísseis e drones, além do sistema de controle do espaço aéreo ucraniano, ainda de acordo com a ANSA.

Escalada preocupa aliados

O mês passado foi o mais letal para civis ucranianos desde abril de 2022, segundo dados da ONU citados pela AFP, reflexo do aumento dos ataques russos de longo alcance. A Ucrânia enfrenta escassez de interceptadores Patriot PAC-3 — na terça-feira (28), Zelensky discutiu com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, licenças para produzir os mísseis em território ucraniano.

O incidente desta quinta eleva a tensão entre a Otan e Moscou por envolver diretamente o território de um país-membro da aliança, cujo tratado prevê consultas coletivas em caso de ameaça — e defesa mútua em caso de ataque armado.

Fontes consultadas nesta apuração

  • otan
  • polônia
  • rússia
  • ucrânia
  • guerra na ucrânia
  • mark rutte
  • zelensky
  • míssil

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