Pesquisa Nexus/BTG: Lula 47% e Flávio 43% no 2º turno
Sétima rodada do levantamento contratado pelo BTG Pactual foi a campo durante a convenção que oficializou o senador do PL; no 1º turno, o petista abre nove pontos
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Sétima rodada do levantamento contratado pelo BTG Pactual foi a campo durante a convenção que oficializou o senador do PL; no 1º turno, o petista abre nove pontos
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 47% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 43%, num eventual segundo turno da eleição presidencial, segundo a pesquisa Nexus/BTG divulgada na manhã desta segunda-feira (27). A diferença de 4 pontos configura empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. É a sétima rodada do levantamento contratado pelo banco BTG Pactual e a primeira realizada depois de o PL oficializar a candidatura do senador.
Nesse cenário, brancos, nulos e os que não escolheriam nenhum dos dois somam 9%, enquanto 1% não soube ou não respondeu, conforme publicou a CNN Brasil. Na rodada anterior, de 13 de julho, o petista liderava por 47% a 44%, segundo registrou a CartaCapital.
Lula também aparece tecnicamente empatado com outros dois pré-candidatos da direita. Contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o presidente marca 45%, ante 43% do adversário. Diante do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), são 46% a 42%.
O único cenário em que a vantagem aparece fora da margem de erro é o duelo com Renan Santos (Missão), coordenador do MBL: 47% a 39%.
O Money Times observou que os dois primeiros cenários encolheram em duas semanas. Em 13 de julho, Lula batia Caiado por 47% a 38% e Zema por 47% a 40%.
A rodada trouxe um cenário inédito de primeiro turno, com sete pré-candidatos, depois das desistências de Aécio Neves (PSDB) e Joaquim Barbosa (DC). Segundo o Money Times, Lula lidera com 42%, ante 40% há duas semanas, seguido por Flávio Bolsonaro, que oscilou de 34% para 33%.
Caiado foi de 5% para 6%, Renan Santos subiu de 4% para 5% e Zema recuou de 4% para 3%. Augusto Cury (Avante) manteve 2% e Cabo Daciolo (Mobiliza) passou de 0% para 1%. Brancos, nulos e os que não votariam em nenhum nome somam 6%; os indecisos, 2%.
Na pergunta espontânea, sem lista de nomes, Lula variou de 35% para 36% e Flávio Bolsonaro subiu de 24% para 27%. Entre os que citaram algum candidato, 73% afirmaram já ter decidido o voto — eram 70% na rodada anterior.
A rejeição a Lula passou de 46% para 48%, e a de Flávio Bolsonaro ficou estável em 50%, de acordo com o Money Times. O potencial de voto do presidente caiu de 52% para 50%; o do senador foi de 47% para 46%.
Na avaliação do governo, 15% consideram a gestão ótima e 21%, boa. Outros 20% dizem que é regular, 9% a classificam como ruim e 34%, como péssima. O trabalho do presidente é aprovado por 47% e desaprovado por 49%.
As entrevistas foram feitas entre sexta-feira (24) e domingo (26), período em que o PL realizou, em São Paulo, a convenção nacional que lançou Flávio Bolsonaro. No domingo, o PSD oficializou Caiado, informou a Agência Brasil.
O evento do PL também produziu a principal disputa jurídica da semana. A Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) apresentou no domingo uma representação ao TSE e uma notícia de fato ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra o vídeo gerado por inteligência artificial que reproduziu imagem e voz do ex-presidente Jair Bolsonaro pedindo apoio ao filho, apurou o Poder360. A federação sustenta que houve propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de IA.
A campanha do senador discorda. Segundo a CNN Brasil, a equipe jurídica avaliou o material antes da exibição e concluiu que não há risco de punição, porque o próprio vídeo começa com o aviso de que se trata de uma simulação: "Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu. Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial". Advogados eleitorais ouvidos pela emissora também disseram não ver, em princípio, infração eleitoral ou criminal. Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado e está proibido por Moraes de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por terceiros.
O Nexus entrevistou 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, por telefone, nos 26 estados e no Distrito Federal, entre 24 e 26 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pelo BTG Pactual e está registrada no TSE sob o número BR-01489/2026.
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