Duas pesquisas divulgadas nesta quinta-feira (17) mostram cenários diferentes para um eventual segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial de 2026.
Segundo a CNN Brasil, o instituto Futura ouviu 2.000 eleitores entre os dias 11 e 15 de setembro e encontrou Flávio Bolsonaro com 48,1% dos votos válidos contra 43,7% de Lula — uma vantagem de 4,4 pontos percentuais para o senador. Brancos e nulos somaram 6,5%, e 1,7% dos entrevistados se disseram indecisos. A margem de erro é de 2,2 pontos, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o protocolo BR-00749/2026 e foi bancado com recursos próprios do instituto.
Já a pesquisa Atlas/Bloomberg, também divulgada nesta quinta-feira e repercutida pelo jornal O Tempo, mostra um cenário de empate técnico: Flávio aparece com 47,2% e Lula com 46,8%, diferença de apenas 0,4 ponto — dentro da margem de erro de 1 ponto percentual do instituto. O levantamento, feito em modalidade digital, ouviu 5.018 eleitores entre 11 e 16 de setembro e tem protocolo BR-06221/2026 no TSE. No primeiro turno, a mesma pesquisa aponta Lula à frente, com 44,1% contra 41,7% de Flávio.
As duas pesquisas divulgadas nesta quinta-feira reforçam uma tendência observada nas últimas semanas: o avanço de Flávio Bolsonaro nos cenários de segundo turno. Um levantamento da Veritá, divulgado em 6 de setembro, já indicava o senador com 48,5% contra 43,1% de Lula, ouvindo 3.804 eleitores. Já no início do mês, o cenário era mais equilibrado: o Datafolha, publicado em 3 de setembro a pedido da Folha de S.Paulo e do Grupo Globo, mostrava Lula à frente por 46% a 44%, enquanto a pesquisa PoderData/Aya, divulgada no mesmo dia, apontava vantagem mínima de Flávio, com 45% contra 44% de Lula — resultado dentro da margem de erro de 1,8 ponto.
A oscilação entre os institutos reflete a disputa apertada que se desenha a cerca de um ano da eleição. Flávio Bolsonaro assumiu a liderança da corrida presidencial de direita depois de o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ficar inelegível em decorrência da condenação no processo da trama golpista. Lula, por sua vez, ainda não confirmou oficialmente que vai disputar a reeleição, mas segue sendo tratado como o nome natural do PT para 2026.
Parte da diferença entre os números também está ligada à metodologia de cada instituto: o Atlas/Bloomberg, por exemplo, usa modalidade digital e amostra maior (5.018 entrevistas), o que resulta em margem de erro menor que a dos demais levantamentos. Nenhuma candidatura para 2026 está oficializada até o momento — Lula não confirmou publicamente disputar a reeleição —, e novas pesquisas devem ser divulgadas nas próximas semanas, também testando outros nomes da centro-direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.