PSB oficializa Alckmin como vice de Lula em convenção hoje (29)
Evento marcado para as 18h30 em Brasília repete a chapa vencedora de 2022 e torna o PSB o segundo partido a formalizar apoio à reeleição do presidente
Redação Apuramos
Publicado em
Evento marcado para as 18h30 em Brasília repete a chapa vencedora de 2022 e torna o PSB o segundo partido a formalizar apoio à reeleição do presidente
Redação Apuramos
Publicado em
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) realiza nesta quarta-feira (29) a convenção nacional que oficializa o vice-presidente Geraldo Alckmin como candidato a vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará a reeleição. O encontro está marcado para as 18h30, no Centro de Convenções Meliá Brasil 21, em Brasília, segundo a Revista Fórum. Com a decisão, a aliança repete a composição que venceu a eleição presidencial de 2022.
Além de referendar o nome de Alckmin, os dirigentes do partido devem deliberar sobre a coligação nacional com o PT. Veículos como a Revista Fórum e o BNews afirmam que Lula participará do evento, ao lado de presidentes de partidos aliados, parlamentares e lideranças nacionais do PSB. O Correio Braziliense pondera que, até a manhã desta quarta, a presença do presidente ainda não estava oficialmente confirmada, embora interlocutores a considerassem muito provável.
Com a homologação, o PSB se torna o segundo partido a formalizar apoio à pré-candidatura de Lula. O primeiro foi o PDT, que aprovou a adesão por unanimidade em convenção realizada na semana passada, também em Brasília, conforme a Revista Fórum. PCdoB, PV e PSOL já sinalizaram apoio, mas ainda precisam cumprir os ritos internos de cada legenda.
A relação entre PT e PSB, contudo, teve atritos na montagem dos palanques estaduais. Segundo o Correio Braziliense, as negociações geraram desgaste especialmente em Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal, embora acordos tenham sido costurados na maior parte dos casos.
A permanência do vice foi anunciada pelo próprio Lula em reunião ministerial de 31 de março. "O companheiro Alckmin, que vai deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez", disse o presidente na ocasião, conforme registrou a Revista Fórum. A declaração encerrou as especulações sobre uma eventual candidatura de Alckmin ao governo de São Paulo ou ao Senado.
À frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) por mais de três anos, Alckmin se consolidou como principal interlocutor do governo com o setor empresarial e ganhou projeção ao liderar as negociações com os Estados Unidos após a imposição, em julho de 2025, da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, apontou o Correio Braziliense.
Do lado da oposição, o quadro segue fragmentado. Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) já tiveram candidaturas homologadas por seus partidos, sem a formação de uma chapa única, de acordo com a Revista Fórum.
Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (29), citada pelo portal Bahia.ba, mostra Lula com 44,9% das intenções de voto no principal cenário estimulado de primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35,8%. Na sequência aparecem Renan Santos (7,8%), Caiado (3,1%) e Zema (2,8%).
Os partidos têm até 5 de agosto para realizar convenções, escolher candidatos e definir coligações. O registro das candidaturas na Justiça Eleitoral vai até 15 de agosto, e a propaganda eleitoral nas ruas e na internet começa no dia 16 de agosto.
Em decisão unânime, o Supremo garantiu 120 dias de afastamento remunerado, prorrogáveis por mais 60, para todas as mães, biológicas ou adotivas, em empregos públicos e privados.
Defesa alega falta de acesso a documentos da investigação; nova data não foi marcada, e depoimento do pai do banqueiro, em 30/09, também deve mudar.
Sessão que analisaria pedido de investigação contra o ministro André Mendonça foi suspensa por Fachin após impasse sobre unificar o caso ao de Moraes.