O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou nesta terça-feira (29) um decreto que aumenta em 15,5 mil o número de militares do Exército do país. É a quarta ordem desse tipo assinada em 2026, segundo a Euronews.
De acordo com o texto do decreto, citado pela emissora europeia, o efetivo autorizado das Forças Armadas russas passa a ser de 2.441.630 unidades, das quais 1.550.500 são militares.
Quarto aumento no ano
Segundo a Euronews, Putin já havia assinado documentos ampliando o tamanho do Exército em março, junho e julho. O aumento combinado desde março soma 47.860 soldados, de acordo com a publicação.
O presidente não informou o motivo da decisão. A Euronews avalia, porém, que a medida foi tomada em um contexto de perdas crescentes tanto do lado russo quanto do lado ucraniano na guerra em larga escala na Ucrânia.
Cenário no campo de batalha
Ainda conforme a Euronews, o ritmo de avanço das tropas russas diminuiu neste ano. A veiculação massiva de drones no campo de batalha, segundo a publicação, tornou quase impossível o movimento rápido de grandes formações militares.
Além disso, a publicação afirma que as últimas semanas trouxeram relatos de avanços da Ucrânia em alguns trechos da frente.
O que é o decreto e o que ele não é
Ampliar o efetivo autorizado das Forças Armadas não é o mesmo que convocar reservistas. O decreto define o tamanho máximo do contingente, enquanto uma mobilização é a convocação de pessoas para o serviço militar.
A última vez que Putin anunciou uma "mobilização parcial" de reservistas foi em setembro de 2022, depois de uma série de reveses no front, segundo a Euronews. Esse decreto, de acordo com a publicação, continua em vigor.
Contexto
A decisão de Putin ocorre em meio a uma semana de forte noticiário internacional sobre a guerra. No dia 23 de setembro, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu na Assembleia Geral da ONU que a pressão sobre a Rússia continue, segundo a Euronews.
O Apuramos acompanha o assunto e atualiza esta matéria caso o Kremlin detalhe os motivos do aumento ou haja novos decretos.
Esta matéria foi produzida com base em reportagem da Euronews publicada em 29 de setembro de 2026.