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Rússia ataca rede elétrica da Ucrânia apesar da trégua (14/10)

Zelensky diz que 600 mil ficaram sem luz após novo bombardeio na madrugada. Kremlin não confirma o acordo anunciado por Trump no domingo.

Redação Apuramos

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René DeAnda/Unsplash — imagem ilustrativa
René DeAnda/Unsplash — imagem ilustrativa

Atualização: a Rússia lançou um novo ataque contra a infraestrutura de energia da Ucrânia na noite de terça-feira (13) para quarta (14), poucos dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar um "cessar-fogo energético" entre os dois países.

Segundo a agência AP, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia atingiu usinas e instalações de petróleo e gás pela terceira noite seguida. Ele disse que pelo menos 600 mil pessoas ficaram sem energia e que Moscou disparou 39 mísseis balísticos e mais de 120 drones contra alvos de energia e infraestrutura crítica.

A ABC News informou que Zelensky classificou o ataque como um "ataque de míssil balístico direcionado especificamente contra a infraestrutura de energia", que, segundo ele, estaria coberta pela trégua anunciada pelo presidente americano. Ele também alertou que os apagões podem se espalhar, citando danos "significativos" a pelo menos 26 instalações de energia e a outras quatro do setor de gás e petróleo.

O que disse cada lado

De acordo com a AP, o Ministério da Defesa da Rússia disse ter atingido seis usinas de energia em Kiev, na região de Kiev e na região de Kharkiv. O primeiro-ministro ucraniano, Serhii Koretskyi, afirmou que as três usinas de cogeração de Kiev foram atingidas. A polícia da capital informou cinco mortos e 36 feridos.

O Kremlin não confirmou ter aderido à trégua. Um porta-voz disse apenas que "os contatos sobre o assunto continuam", segundo a AP. Conforme a Al Jazeera, o chanceler russo, Serguei Lavrov, rejeitou qualquer pausa nos combates e disse que a Rússia continuará sua campanha militar.

Trump declarou a trégua no domingo (12) e disse que ela foi aceita porque ele pediu. Questionado sobre os ataques, afirmou que houve violações "dos dois lados" e que precisaria verificar, segundo a Al Jazeera. Zelensky disse que a Ucrânia apoia o cessar-fogo energético e que suspendeu os ataques a refinarias russas.

Ataques ucranianos e tensão com os EUA

Do lado russo, o Ministério da Defesa afirmou ter derrubado 902 drones ucranianos durante a noite. O prefeito de Moscou, Serguei Sobianin, disse que 493 drones se dirigiram à região da capital e 180 foram interceptados perto da cidade, sem danos ou vítimas. Na região de Saratov, o governador Roman Busargin informou uma morte e danos em prédios residenciais.

Autoridades ucranianas dizem temer a redução do apoio americano depois que Trump flexibilizou temporariamente sanções ao diesel russo, decisão criticada por Europa e Ucrânia, segundo a Al Jazeera. A AP relata ainda que a Ucrânia não recebeu o aviso prévio habitual de parceiros sobre os mísseis disparados contra Kiev na terça. Trump afirma que os EUA não suspenderam o compartilhamento de inteligência.

Pressão europeia

Zelensky foi a Londres para conversar com o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e pode participar de uma cúpula da União Europeia em Bruxelas ainda nesta semana. Reino Unido e UE avaliam novas sanções contra a Rússia. Segundo a Al Jazeera, os chanceleres europeus já aprovaram o maior pacote de sanções desde a invasão de 2022, com cerca de 1.569 pessoas e empresas.

O Apuramos acompanha o caso e atualiza esta matéria se houver confirmação do Kremlin ou novos ataques.

Fontes consultadas nesta apuração

  • ucrania
  • russia
  • trump
  • zelensky
  • cessar-fogo
  • energia
  • guerra

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