Trump anuncia cessar-fogo energético; Moscou não confirma
Presidente dos EUA disse que a trégua vale "com efeito imediato", mas Zelensky afirma que aguarda detalhes e a Rússia segue sem comentar.
Redação Apuramos
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Presidente dos EUA disse que a trégua vale "com efeito imediato", mas Zelensky afirma que aguarda detalhes e a Rússia segue sem comentar.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no domingo (11) um cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia. Até a manhã desta segunda-feira (12), porém, Moscou não havia se manifestado e Kiev dizia aguardar detalhes de Washington.
Segundo o Brasil 247, Trump publicou na rede Truth Social que, "com efeito imediato, está em vigor um cessar-fogo energético". Ele não informou os termos do acordo nem como a trégua seria posta em prática. De acordo com a reportagem, um anúncio semelhante, em meados de setembro, também não foi confirmado por nenhum dos dois países.
O que diz Kiev
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Ucrânia apoia uma pausa nos ataques à infraestrutura de energia, desde que a Rússia faça o mesmo. "Estamos aguardando detalhes do lado americano", escreveu ele no Telegram, conforme o Brasil 247.
Zelensky disse ainda que a Rússia atacou várias usinas elétricas ucranianas no domingo, entre elas uma em Kiev e outra em Kharkiv, provocando quedas de energia mesmo após o anúncio de Trump. Segundo o Correio do Brasil, que cita a DW, a Rússia também atingiu na madrugada instalações de produção de gás da Naftogaz na região de Kharkiv, e o ataque provocou um incêndio.
Acordo do diesel
O anúncio veio depois de Trump divulgar, na sexta-feira (9), um acordo pelo qual a Rússia enviaria de imediato mais de 300 mil toneladas de diesel (cerca de 2,25 milhões de barris) aos mercados dos EUA e global, de acordo com o Brasil 247. Zelensky criticou o entendimento e disse que ele estimularia novos ataques russos. O senador republicano Thom Tillis afirmou que o acordo pode ser ilegal.
Segundo a agência Reuters, citada pelo Brasil 247, Trump vinha pressionando Kiev a interromper ataques a refinarias russas, que ele relaciona à alta do diesel antes das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA, em novembro. Uma fonte ouvida pela agência disse que Washington ameaçou suspender o compartilhamento de inteligência e a compra de armas pelo mecanismo PURL.
Troca de declarações
No sábado (10), Trump disse que Zelensky "deveria parar imediatamente" os ataques a refinarias e sugeriu que os ucranianos elegessem um novo líder. Zelensky respondeu que quem escolhe o presidente é o eleitorado e condicionou a realização de eleições a um cessar-fogo total de 60 dias. As eleições estão suspensas na Ucrânia desde a invasão de 2022.
Reação europeia
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, recebeu bem a ideia de uma pausa nos ataques à energia, mas disse não ver sinais de que a Rússia vá respeitá-la, segundo o Correio do Brasil. Ministros das Relações Exteriores do bloco avaliaram que o acordo do diesel dificilmente vai reduzir os preços da energia, e a UE aprovou novas sanções contra o complexo militar-industrial russo.
A Euronews também registrou a confusão provocada pelo anúncio, feito sem confirmação de Moscou.
O que falta esclarecer
Ainda não há informação oficial sobre a duração da trégua, os alvos incluídos nem qualquer mecanismo de verificação. O Apuramos atualiza esta matéria assim que Moscou ou a Casa Branca divulgarem novos detalhes.
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