A Arábia Saudita prometeu nesta segunda-feira (12) uma resposta à altura da escalada de ataques dos houthis, do Iêmen. A declaração é do ministro da Energia, príncipe Abdulaziz bin Salman, e foi feita na cerimônia de abertura do 25º Congresso Mundial de Energia, em Riad.
"Os acontecimentos das últimas semanas são sérios. Nossa resposta deve ser igualmente séria", disse o ministro, segundo a Reuters, em texto publicado pela CNN Brasil.
Esta matéria é uma atualização do caso do ataque ao aeroporto de Riad, já noticiado pelo Apuramos.
O que disse o ministro
Segundo a Reuters, o príncipe afirmou que segurança energética e transição energética precisam avançar juntas. "Não pode haver um futuro energético para todos sem segurança energética para todos", declarou.
Ele disse ainda que a segurança do abastecimento é essencial para manter preços acessíveis, sustentar o apoio público, viabilizar investimentos e proteger o setor em momentos de crise.
De acordo com a agência, o ministro afirmou que os eventos recentes testaram a infraestrutura, as instituições, a população e a capacidade de resistência do reino. Ele também disse que a Arábia Saudita manterá seus investimentos e planos de desenvolvimento do setor de energia.
Abdulaziz bin Salman lembrou que o país investiu por décadas em infraestrutura, capacidade de reserva, armazenamento, rotas alternativas de exportação e tecnologia, sem poder prever a natureza exata de futuras interrupções.
Congresso mantido, executivos fora da programação
A Reuters informa que as autoridades sauditas mantiveram o congresso, iniciado no domingo (11), apesar dos ataques reivindicados pelos houthis contra a capital.
Os presidentes-executivos de ExxonMobil, TotalEnergies, Shell, Chevron e BP eram esperados no evento, mas seus nomes não constavam da programação divulgada na manhã desta segunda. Os organizadores não explicaram a ausência.
Escalada dos ataques
Ainda segundo a Reuters, as ofensivas dos houthis se intensificaram e deixaram mais de 15 mortos na Arábia Saudita em duas semanas. Um dos alvos foi o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, cujas imagens de câmeras de segurança foram divulgadas pelo Ministério da Mídia saudita.
Em reportagem publicada em 9 de outubro, a Al Jazeera informou que o ataque de quinta-feira (8) ao aeroporto da capital matou três pessoas, entre elas um piloto da Saudia, segundo a autoridade de aviação civil saudita (GACA). A emissora também relatou que os houthis dizem agir em retaliação a bombardeios sauditas contra os aeroportos de Sanaa e Hodeidah, e que alertaram companhias aéreas a evitar o espaço aéreo saudita, exceto sobre Meca e Medina.
Os balanços de mortos e feridos divulgados por diferentes veículos variam conforme a data do ataque e a fonte citada.
Contexto regional
A Al Jazeera também relatou que a coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter destruído três plataformas de lançamento de foguetes. Segundo a emissora, Paquistão e Turquia concordaram em enviar tropas ao amparo de um pacto de defesa mútua com Riad, e o governo do Iêmen e a Arábia Saudita pediram ao Conselho de Segurança da ONU que atue diante da escalada.
O Apuramos segue acompanhando o caso e atualiza esta matéria conforme novas informações forem confirmadas.