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Salário mínimo 2027: governo projeta R$ 1.741, alta de 7,4%

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou o valor que vai constar no Orçamento a ser enviado ao Congresso até 31 de agosto. O reajuste é de R$ 120 sobre o mínimo atual, de R$ 1.621.

Redação Apuramos

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Eduardo Soares/Unsplash — imagem ilustrativa
Eduardo Soares/Unsplash — imagem ilustrativa

O salário mínimo deve subir para R$ 1.741 em 2027. O valor foi anunciado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e vai constar no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que o governo tem até 31 de agosto para enviar ao Congresso Nacional.

Segundo a CNN Brasil, o reajuste é de R$ 120 sobre o mínimo em vigor em 2026, de R$ 1.621. Em percentual, trata-se de uma alta nominal de 7,4%, com ganho real — acima da inflação — de 2,4%.

"O reajuste está dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a previdência e benefícios sociais com anexação ao salário mínimo", afirmou o ministro.

A projeção ficou acima do que o próprio governo havia estimado em abril. No projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviado ao Congresso naquele mês, o valor previsto para 2027 era de R$ 1.717, conforme registrou a Agência Câmara. A diferença entre as duas contas é de R$ 24.

O número que aparece na peça orçamentária, porém, ainda não é definitivo. Como lembra o Terra, o mínimo oficial só será conhecido no fim do ano, porque o cálculo depende do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro de 2026, somado ao ganho real de 2,5% previsto na regra estabelecida em 2024.

Se o reajuste para R$ 1.741 for aprovado pelo Congresso, o novo piso passa a valer em janeiro de 2027, com efeito prático no salário que o trabalhador recebe em fevereiro, informou a CNN Brasil.

O impacto vai além da folha de pagamento das empresas. Aposentadorias e pensões do INSS, seguro-desemprego e abono salarial não podem ter valor inferior ao mínimo — o que transforma cada real de reajuste em despesa adicional relevante para o Orçamento. O Terra acrescenta que o piso também baliza indenizações pagas pelos Juizados Especiais a quem vence ações na Justiça.

A proposta orçamentária foi discutida em reunião na segunda-feira (24) no Palácio do Planalto, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento), Dario Durigan (Fazenda) e Miriam Belchior (Casa Civil), segundo o Terra.

Na mesma ocasião, Durigan marcou posição contra a desvinculação entre o salário mínimo e os benefícios previdenciários, tese defendida no passado pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes. "O Orçamento está muito bem encaminhado, com o salário mínimo definido e muito diferente do que outros ministros já defenderam. Lembrando que o ex-ministro Paulo Guedes defendeu a desvinculação do mínimo da Previdência", disse.

O ministro afirmou ainda que a peça de 2027 prevê "um resultado positivo no país, com todos os benefícios sociais" e que o crescimento das despesas obrigatórias deve ficar abaixo da expansão geral do Orçamento. "Para o ano que vem, a gente projeta o aumento das obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do orçamento", declarou.

O anúncio ocorre em ano eleitoral, o que dá peso político adicional ao número. O texto do PLOA será analisado pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, que ainda pode alterar as estimativas antes da votação final.

Fontes consultadas nesta apuração

  • salário mínimo
  • orçamento 2027
  • ploa
  • dario durigan
  • inss
  • economia

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