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Sarampo nas Américas é o pior em 22 anos; Brasil tem 24 casos

Alerta da Opas contabiliza 47.459 casos confirmados e 44 mortes na região em 2026. No Brasil, a campanha de multivacinação vai até 1º de setembro, com Dia D em 22 de agosto.

Redação Apuramos

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charlesdeluvio/Unsplash — imagem ilustrativa
charlesdeluvio/Unsplash — imagem ilustrativa

As Américas vivem o pior ano de sarampo em mais de duas décadas. Em alerta epidemiológico divulgado em 7 de agosto, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) contabilizou 47.459 casos confirmados e 44 mortes na região em 2026 — o maior número em 22 anos — e manteve a classificação de risco “muito alto” para a saúde pública.

Os dados vão até a semana epidemiológica 28, encerrada em 18 de julho, e abrangem 16 países e um território. Segundo o Metrópoles, o total supera em mais de três vezes o que foi registrado em todo o ano passado, quando houve 15.011 casos confirmados e 32 óbitos.

Guatemala, México, Estados Unidos e Peru concentram cerca de 95% das infecções confirmadas no continente neste ano.

“Cada surto mostra que ainda existem lacunas na imunização que precisam ser resolvidas com urgência”, afirmou Daniel Salas, gerente de Imunização da Opas, em comunicado.

O cenário global também preocupa. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam 186.168 infecções no mundo até julho de 2026, número 12% maior que o do mesmo período do ano anterior.

Como está o Brasil

O Ministério da Saúde informou, em 13 de agosto, que o Brasil soma 24 casos de sarampo em 2026, todos relacionados à importação do vírus por viajantes. Três foram encerrados sem risco de disseminação e 21 seguem em acompanhamento em São Paulo: 18 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.

O país mantém a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo, concedida pela Opas em novembro de 2024. Preservar esse status depende de cobertura vacinal alta: a organização recomenda ao menos 95% da população com as duas doses para interromper a transmissão.

Multivacinação segue até 1º de setembro

A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 começou em 3 de agosto e vai até 1º de setembro, com Dia D de mobilização nacional marcado para 22 de agosto, informou a Agência Gov. A ação é voltada a crianças e adolescentes menores de 15 anos e oferece 20 imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação.

A vacinação é seletiva: o profissional de saúde confere a caderneta e aplica apenas as doses em atraso. Por isso, o Ministério da Saúde orienta pais e responsáveis a levarem o documento à unidade de saúde.

Esta é a primeira edição da campanha com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao calendário e indicada para crianças menores de 5 anos. Desde 3 de agosto também passou a valer o segundo reforço da vacina contra poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade.

Em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a orientação é ampliar a oferta da tríplice viral de forma indiscriminada para pessoas de 6 meses a 59 anos. Mais de 7,2 milhões de doses do imunizante foram distribuídas a estados e municípios em 2026, das quais cerca de 2,9 milhões já foram aplicadas. Só São Paulo recebeu 3,2 milhões de doses para reforço de abastecimento.

Anvisa rebate boatos sobre vacinas

Diante da circulação de desinformação nas redes, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nota na última sexta-feira (14) reforçando a segurança dos imunizantes. “Não existem vacinas experimentais sendo utilizadas no país”, afirmou a agência, conforme publicou o Jornal Midiamax.

A Anvisa também negou que as vacinas contenham ingredientes secretos ou partes de corpos humanos e lembrou que os produtos são monitorados pelo sistema de farmacovigilância e pelo Programa Nacional de Imunizações.

Sintomas e riscos

O sarampo é altamente contagioso e se transmite pelo ar e por secreções respiratórias. Os sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas na pele. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para pneumonia, encefalite e morte.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é oferecida gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Fontes consultadas nesta apuração

  • sarampo
  • vacinação
  • multivacinação 2026
  • opas
  • ministério da saúde
  • saúde

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