SUS amplia tratamento contra doença renal crônica
Ministério da Saúde reorganiza consultas, exames e diálise pelo SUS e eleva em até 360% o valor pago aos procedimentos para pacientes renais crônicos.
Redação Apuramos
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Ministério da Saúde reorganiza consultas, exames e diálise pelo SUS e eleva em até 360% o valor pago aos procedimentos para pacientes renais crônicos.
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O Ministério da Saúde ampliou a assistência oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a pacientes com doença renal crônica. A mudança, anunciada nesta sexta-feira (18), faz parte do programa "Agora Tem Especialistas" e passa a reunir consultas, exames e procedimentos em pacotes organizados por estágio da doença.
Segundo a Agência Brasil, a nova modelagem cria as chamadas Ofertas de Cuidado Integrado (OCIs), que agrupam em um único fluxo os atendimentos necessários para cada fase da doença renal — da detecção precoce até a preparação para diálise ou transplante.
O objetivo, de acordo com o ministério, é reduzir o tempo entre uma etapa do tratamento e outra, hoje um dos principais gargalos enfrentados por quem depende do SUS para tratar problemas nos rins. A pasta afirmou que a iniciativa busca "garantir acompanhamento contínuo e preparar, no momento adequado, os pacientes".
Para viabilizar essa reorganização, o governo federal elevou em até 360% os valores pagos a hospitais e clínicas que prestam esse atendimento pelo SUS. Um dos exemplos citados pela Agência Brasil é o preparo para hemodiálise, cujo repasse pulou de R$ 940,22 para R$ 3.000,63 por paciente atendido.
A atualização também alcançou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para anemia associada à doença renal crônica. O documento passou a incorporar medicamentos como a carboximaltose férrica e o derisomaltose férrico, insumos usados para tratar a queda de hemoglobina comum entre pacientes em estágios mais avançados da doença.
Outra mudança é a antecipação da avaliação para transplante renal. Pacientes em fase avançada da doença poderão ser encaminhados para essa avaliação antes mesmo de iniciar a diálise, o que, segundo o Ministério da Saúde, deve aumentar as chances de um transplante preventivo e evitar anos de tratamento dialítico.
A doença renal crônica é considerada um problema de saúde pública crescente no Brasil, associada principalmente a diabetes e hipertensão não controladas. Centenas de milhares de brasileiros dependem de diálise regularmente pelo SUS, o que representa um dos maiores custos da rede pública de saúde e tem forte impacto na rotina e na qualidade de vida dos pacientes.
Segundo a Agência Brasil, a expectativa do Ministério da Saúde é que o novo modelo de pagamento amplie a oferta de vagas para consultas e exames especializados, hoje um dos principais motivos de fila no SUS, e evite que pacientes cheguem à diálise sem o acompanhamento adequado nas fases anteriores da doença.
A pasta não informou até quando as novas regras de pagamento e os protocolos atualizados devem ser implementados em todo o país, nem se há previsão de ampliação do modelo para outras condições crônicas atendidas pelo SUS.
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