Terremoto no Japão: mortos sobem para 34 e milhares seguem sem água
Governo da província de Kumamoto atualizou o balanço nesta sexta-feira (31); seis pessoas seguem em estado grave e abrigos enfrentam calor de 36ºC
Redação Apuramos
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Governo da província de Kumamoto atualizou o balanço nesta sexta-feira (31); seis pessoas seguem em estado grave e abrigos enfrentam calor de 36ºC
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O número de mortos pelo terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a província de Kumamoto, no sudoeste do Japão, subiu para 34 nesta sexta-feira (31). O dado consta de um novo boletim do governo provincial, divulgado na manhã local e reproduzido pela agência Reuters e pelo SBT News. O balanço anterior era de 25 mortes. Outras seis pessoas permanecem gravemente feridas.
O tremor ocorreu na terça-feira (28), com epicentro perto da cidade de Uki. Segundo a Reuters, o abalo derrubou construções, interrompeu o serviço ferroviário, deixou cerca de 40 mil imóveis sem energia e levou a Agência Meteorológica do Japão a emitir alertas de tsunami para o litoral do mar de Ariake e do mar de Yatsushiro, depois cancelados.
De acordo com o governo de Kumamoto, quase metade dos óbitos está ligada a dois episódios: os danos estruturais na fábrica de papel da Nippon Paper Industries, em Yatsushiro, e uma possível explosão de gás no shopping da rede Aeon, em Kashima. No centro comercial, clientes e funcionários chegaram a ser retirados antes da explosão, mas pessoas ficaram presas quando parte do segundo andar desabou, informou o SBT News.
Ainda há mortes sob investigação. A Agência Brasil, que reproduz material da Reuters, informou na quinta-feira (30) que nove óbitos na região estavam sendo apurados para determinar se tinham relação com o desastre. A agência japonesa Kyodo News, citada pela Rádio Shiga, também registrou que o balanço provincial inclui casos ainda em investigação, entre eles mortes indiretas, causadas pelo agravamento de problemas de saúde após o tremor ou nas condições dos abrigos.
O maior problema agora é a infraestrutura básica. Pelo boletim citado pelo SBT News, mais de 9 mil moradores deixaram suas casas e estão em 406 pontos de evacuação; cerca de 79 mil residências continuam sem abastecimento de água e mais de 3,5 mil imóveis, sem energia elétrica. A temperatura chegou a 36ºC nesta manhã, segundo a Agência Meteorológica do Japão, e geradores foram instalados para ligar aparelhos de ar-condicionado nos abrigos.
Os números de domicílios afetados variam conforme o recorte e o momento da apuração: a Agência Brasil falava, na quinta-feira, em cerca de 58 mil domicílios sem água ou energia apenas em Yatsushiro.
Akio Matsushita, autoridade local que ajuda a coordenar o socorro, disse à Reuters não saber se o reparo das tubulações levará "dias, semanas ou meses". "Devido ao calor do verão, a falta de água é especialmente difícil", afirmou. Com os banheiros da prefeitura fora de operação, foram instalados sanitários de emergência sobre bueiros do lado de fora do prédio. Um representante da Kyushu Electric Power disse à agência que a meta da concessionária é restabelecer a energia até a noite desta sexta-feira.
Os trens-bala Shinkansen voltaram a circular nesta manhã entre Kumamoto e Fukuoka, mas com serviço reduzido, segundo o SBT News. Os trens locais no sul de Kumamoto seguem suspensos por causa dos danos.
A primeira-ministra Sanae Takaichi pediu que os moradores da região continuem atentos ao risco de réplicas fortes, informou a Reuters. O Japão está sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico, faixa em que se concentra a maior parte dos terremotos e das erupções vulcânicas do planeta. Um terremoto anterior em Kumamoto, há uma década, matou 275 pessoas.
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