Apuramos.

Lemos todas as fontes. Você decide.

Sobre
Mundo

Terremoto em Nápoles deixa 26 feridos e 300 desalojados

Tremor de magnitude 4,7 nos Campos Flégreos foi o mais forte em 40 anos; enxame sísmico seguiu ativo neste sábado, com cerca de 60 réplicas

Redação Apuramos

Publicado em

Terremoto em Nápoles deixa 26 feridos e 300 desalojados
Bozhin Karaivanov/Unsplash — imagem ilustrativa

O balanço do terremoto que atingiu os Campos Flégreos, região vulcânica a oeste de Nápoles, no sul da Itália, subiu neste sábado (1º/8) para 26 feridos e cerca de 300 desalojados, segundo atualizações divulgadas ao longo do dia pela imprensa italiana. A área seguiu sob um enxame sísmico ativo, com aproximadamente 60 tremores registrados desde a noite de sexta-feira.

O abalo principal, de magnitude 4,7, foi registrado às 19h46 de sexta (14h46 em Brasília), a cerca de três quilômetros de profundidade. De acordo com o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV), o epicentro ficou entre os municípios de Pozzuoli e Quarto. A agência ANSA classificou o evento como o mais forte já registrado na região nos últimos 40 anos. Não há mortes confirmadas.

O que mudou neste sábado

Durante a madrugada, o Departamento de Proteção Civil informou, após reunião da Unidade de Crise presidida por Fabio Ciciliano, que o número de feridos havia sido atualizado para 21, dois deles em código vermelho — a classificação italiana para casos graves. Ao longo do dia, veículos como o Fanpage e o La Bussola passaram a registrar 26 feridos e cerca de 300 pessoas fora de casa.

O enxame sísmico não deu trégua. Segundo a ANSA, os sismógrafos detectaram cerca de 60 tremores na área do bradissismo, quase todos de baixa intensidade. O mais intenso das últimas horas, de magnitude 3,1, ocorreu às 5h47 de sábado e foi sentido em Pozzuoli, Bacoli e em vários bairros de Nápoles; dois minutos depois veio outro, de magnitude 3,0. Logo após o abalo principal, na sexta, já havia sido registrada uma réplica de 3,8, conforme o Quotidiano Nazionale.

O ministro italiano da Proteção Civil, Nello Musumeci, afirmou que o enxame continua em curso e que novos eventos acima de magnitude 3 podem ocorrer.

Desalojados e serviços

Os bombeiros retiraram durante a noite 18 núcleos familiares da via Sannino e outros quatro da via San Vitagliano, segundo a ANSA. A Proteção Civil montou 185 leitos na área de acolhimento do Palatrincone, em Pozzuoli; o município de Nápoles também abriu um ponto na via Terracina. Muitos moradores, porém, preferiram dormir em carros ou na casa de parentes.

Entre os resgates, os bombeiros retiraram com auto-escada um homem de 80 anos, acamado, na via Fasano, porque as escadas do prédio estavam gravemente danificadas.

O porto de Pozzuoli permaneceu fechado, e a autoridade portuária do Mar Tirreno Central preparava uma ordem de interdição das áreas sob os costões rochosos. A circulação de trens no nó ferroviário de Nápoles, suspensa por precaução, foi normalizada por volta de 1h30, informou a Trenitalia: houve atrasos de até 380 minutos, desvios e cancelamentos.

O outro lado

No município vizinho de Bacoli, o prefeito Josi Gerardo Della Ragione deu um quadro menos severo. "Dos controles feitos no território, em sinergia com as forças de segurança, não se constataram casas inabitáveis. E nenhum cidadão foi desalojado. Não tivemos feridos", disse, em declaração reproduzida pela ANSA. Ele relatou, no entanto, quedas de reboco em prédios e deslizamentos em costões, além de "muito medo da população".

Entenda os Campos Flégreos

A região é a maior caldeira vulcânica ativa da Europa e uma das áreas geológicas mais monitoradas do continente. Há meses registra tremores associados ao bradissismo — a elevação e o rebaixamento gradual do solo provocados pela movimentação de gases e magma no subsolo. As verificações estruturais em edifícios seguiam em andamento.

Fontes consultadas nesta apuração

  • terremoto
  • Itália
  • Nápoles
  • Campos Flégreos
  • Pozzuoli
  • INGV
  • bradissismo

Mais de Mundo