Trump cria 'Força de IA' e vai nomear czar da tecnologia
Anúncio foi feito no Truth Social e é inspirado na Space Force; medida vem em meio a alertas de especialistas sobre riscos da inteligência artificial avançada.
Redação Apuramos
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Anúncio foi feito no Truth Social e é inspirado na Space Force; medida vem em meio a alertas de especialistas sobre riscos da inteligência artificial avançada.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (19) a criação de uma "AI Force" (Força de IA) e disse que em breve vai nomear um "czar" para cuidar do tema dentro do governo americano. O anúncio foi feito por meio de uma publicação na rede Truth Social.
Segundo o Axios e a Newsweek, Trump afirmou que a nova estrutura seria organizada "muito como fiz com a Space Force, que foi um tremendo SUCESSO" (no original, "much like I did Space Force, which has been a tremendous SUCCESS"). Ele não detalhou orçamento, formato institucional ou em qual órgão do governo federal a iniciativa vai funcionar.
Na mesma publicação, o republicano disse que sua administração não pretende "de forma alguma dificultar ou sufocar o crescimento dessa indústria incrível", prometendo "zelar por ela, ajudá-la e cuidar dela enquanto cresce". Trump argumentou que as leis criminais e civis já existentes nos Estados Unidos seriam suficientes para lidar com eventuais condutas ruins de empresas ou desenvolvedores de IA.
O presidente também citou números para justificar a aposta na tecnologia, afirmando que a IA pode ser responsável por até 25% do PIB americano, e reforçou o discurso de que os EUA precisam manter a liderança tecnológica à frente da China.
O anúncio chama atenção porque, dias antes, Trump havia chamado de "hoax" (farsa) as preocupações sobre riscos existenciais ligados à inteligência artificial. Segundo a Axios, executivos de empresas como Anthropic, OpenAI, Google DeepMind e SpaceX já pediram publicamente uma desaceleração no ritmo de desenvolvimento de sistemas de IA mais avançados, e um pesquisador da Anthropic chegou a declarar acreditar em uma chance superior a 10% de que a IA "elimine a humanidade" na próxima década.
Pesquisas de opinião citadas pela reportagem indicam que boa parte da população americana também está desconfiada: 61% rejeitam a instalação de novos data centers de IA perto de onde moram, e 63% enxergam risco moderado de que uma IA avançada represente ameaça à humanidade.
A reação no Congresso americano veio rápido. Segundo a NBC News, o senador Bernie Sanders publicou nas redes sociais que "o Congresso precisa agir. Pausar o desenvolvimento avançado de IA. Proibir a superinteligência artificial. Agora" (no original, "CONGRESS MUST ACT. Pause advanced AI development. Ban artificial superintelligence. NOW"). Já os deputados Ted Lieu, democrata, e Nathaniel Moran, republicano, apresentaram um projeto de lei bipartidário que exigiria que empresas de tecnologia mantenham a capacidade técnica de desligar ou desacelerar sistemas de IA considerados avançados demais.
Até a publicação desta matéria, a Casa Branca não havia detalhado quem assumirá o cargo de "czar de IA" nem qual seria a estrutura de comando da nova "Força de IA" dentro do governo americano.
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