O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 13 pedidos de registro de candidatura à Presidência da República para as eleições de 2026. O prazo para partidos, federações e coligações apresentarem os nomes terminou às 19h deste sábado (15), e a campanha eleitoral começou oficialmente neste domingo (16).
Segundo o Metrópoles, o protocolo do pedido não significa que a candidatura esteja automaticamente autorizada. Todos os registros ainda passarão pela análise da Justiça Eleitoral, que vai examinar a documentação e as condições de elegibilidade antes de decidir quais nomes poderão de fato disputar o pleito.
O último a formalizar o registro foi o empresário e influenciador Pablo Marçal (PRTB), incluído na disputa na reta final do prazo. De acordo com a CNN Brasil, a chapa foi cadastrada no sistema do TSE às 18h51 de sábado.
A liminar que destravou o registro
Marçal conseguiu no mesmo dia uma liminar da Justiça Eleitoral que reconheceu provisoriamente sua filiação ao PRTB, com efeitos retroativos a 4 de abril. A data importa porque a legislação exige que o candidato esteja filiado ao partido pelo qual concorre pelo menos seis meses antes do pleito.
O Poder360 informou que o avanço no pedido se deu por despacho do juiz Gustavo Nardi, da 428ª Zona Eleitoral de Santana do Parnaíba (SP), que autorizou a desfiliação de Marçal do União Brasil e sua volta ao PRTB.
A decisão, porém, não suspendeu a inelegibilidade. Como destacou o Metrópoles, o empresário acumula condenações no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) ligadas à campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024 e está impedido de concorrer até 2032, por abuso de poder político e econômico.
Segundo a CNN Brasil, o processo apontou a publicação massiva de vídeos curtos nas redes sociais "mediante a promessa de prêmios em dinheiro aos produtores de conteúdo com maior número de visualizações", conduta enquadrada como uso indevido dos meios de comunicação social e gastos ilícitos de recursos de campanha.
Para abrir espaço ao empresário, a Executiva Nacional do PRTB aprovou horas antes a saída de Leonardo Avalanche, até então candidato da legenda ao Planalto. Avalanche foi cadastrado como candidato a vice-presidente da chapa Brasil Próspero.
Patrimônio declarado de R$ 7,4 bilhões
Marçal declarou à Justiça Eleitoral R$ 7,4 bilhões em bens, o maior patrimônio entre os presidenciáveis registrados, conforme o Poder360. Em 2024, quando disputou a Prefeitura de São Paulo, havia informado R$ 169,5 milhões, o que representa alta de 4.276%.
O maior item é renda fixa e poupança, com R$ 6,79 bilhões, seguido de terrenos e imóveis (R$ 490,9 milhões) e participações societárias (R$ 111,6 milhões).
Quem são os 13
Além de Marçal, pediram registro Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Também estão na lista Ronaldo Caiado (PSD), que deixou o governo de Goiás, e Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais.
Completam o grupo Renan Santos (Missão), um dos fundadores do MBL; o psiquiatra e escritor Augusto Cury (Avante); Samara Martins (UP); Hertz Dias (PSTU); Edmilson Costa (PCB); Rui Costa Pimenta (PCO); Clariana Barão (DC); e Wilson Grassi (Democrata).
O que vem agora
Com a campanha liberada desde este domingo, os candidatos já podem pedir votos e realizar atos de rua, comícios e propaganda na internet. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se nenhum nome alcançar a maioria dos votos válidos, o segundo turno será em 25 de outubro.