Tufão Dolphin: China emite alerta vermelho e cancela 1.400 voos
Centro Meteorológico Nacional prevê chuva torrencial em Zhejiang; tufão deve tocar o solo entre a noite deste domingo e a madrugada de segunda
Redação Apuramos
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Centro Meteorológico Nacional prevê chuva torrencial em Zhejiang; tufão deve tocar o solo entre a noite deste domingo e a madrugada de segunda
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A China acionou neste domingo (9) o alerta vermelho — nível mais alto do sistema nacional de aviso para tufões — diante da aproximação do tufão Dolphin da costa leste do país. Cerca de 1.400 voos foram cancelados nos dois principais aeroportos de Xangai, informou a emissora estatal CCTV, em reportagem citada pela agência AFP.
Segundo o Centro Meteorológico Nacional (NMC), às 10h de domingo no horário local (23h de sábado em Brasília) o centro do tufão estava a cerca de 215 quilômetros da costa, a leste de Wenzhou, na província de Zhejiang, com ventos máximos de 45 metros por segundo — aproximadamente 162 km/h. Os dados foram divulgados pela agência estatal Xinhua e reproduzidos pela CGTN.
A previsão do NMC é de que o Dolphin toque o solo entre o fim deste domingo e o início de segunda-feira (10), em algum ponto entre a cidade de Zhoushan, em Zhejiang, e Fuding, na província vizinha de Fujian. Depois disso, o sistema deve seguir para oeste-noroeste e perder força gradualmente.
Em Fujian, quase 99 mil pessoas foram retiradas de "áreas de risco" ainda na noite de sábado, segundo a Xinhua. Mais de 200 rotas de balsas foram suspensas em Fujian e Zhejiang, e obras em projetos offshore foram interrompidas — 474 embarcações de construção já haviam sido recolhidas a portos até a manhã de sexta-feira, informou a mesma agência.
Em Xangai, a região de Pudong planejava realocar cerca de 103 mil moradores e o distrito de Chongming montou 378 abrigos temporários, segundo o portal chinês thepaper.cn, citado pelo Global Times. O aeroporto de Hangzhou, em Zhejiang, cancelou 270 voos de chegada e partida, e o aeroporto internacional de Ningbo Lishe suspendeu todas as operações no domingo. Parte dos serviços ferroviários da região também foi interrompida.
Os parques temáticos de Xangai anteciparam o fechamento: o Shanghai Disney Resort encerra as atividades às 20h de domingo e o Legoland Shanghai, às 18h, segundo comunicados reproduzidos pelo Global Times. A autoridade meteorológica chinesa elevou neste domingo o nível de resposta a emergências de III para II.
O NMC prevê "chuva torrencial extraordinária" em áreas do centro e do leste de Zhejiang. As precipitações intensas devem atingir também Xangai e partes de Fujian, Anhui e Jiangsu até a tarde de segunda-feira e, segundo a CGTN, se estender até quarta-feira, alcançando ainda Shandong, Tianjin e Pequim.
Áreas do leste de Zhejiang podem receber mais de 600 milímetros de chuva, de acordo com previsões citadas pela Al Jazeera. O Centro Nacional de Previsão Marinha manteve alerta vermelho para ondas, com projeção de 5 a 8 metros nas águas costeiras próximas a Zhejiang, informou a Reuters, em despacho publicado pelo SBT News.
Antes de seguir para a China, o Dolphin passou por Okinawa, no sul do Japão. Os números divergem conforme a fonte e o momento da apuração: a AFP fala em sete feridos leves, segundo o governo da província — entre eles um homem com mais de 100 anos que caiu ao ser atingido por uma rajada e bateu a cabeça. A Reuters registrou seis feridos, cinco deles idosos, enquanto a Al Jazeera havia noticiado cinco. Na tarde de domingo, 5.290 residências seguiam sem energia em Okinawa, segundo a distribuidora Okinawa Electric Power.
Em Taiwan, dezenas de travessias de balsa foram suspensas e mais de 180 voos foram cancelados no domingo, segundo a AFP. A China determinou que embarcações que cruzam o Estreito de Taiwan sigam suas instruções de controle de tráfego — medida classificada como "ridícula" por Taipé, que afirma que Pequim não tem direito de restringir o acesso a águas internacionais. O governo chinês considera a ilha parte de seu território, o que Taipé rejeita.
O Dolphin surgiu de uma depressão tropical formada em 26 de julho no Pacífico Central e ganhou força até se tornar um tufão muito forte em 28 de julho, segundo a Al Jazeera. O nome é uma referência ao golfinho-branco-chinês, de Hong Kong. A tempestade chega duas semanas depois do tufão Noul, que atingiu a província de Guangdong, no sul da China, e em meio a uma onda de calor recorde no Leste Asiático.
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