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Ucrânia ataca Moscou com mais de mil drones em eleição na Rússia

Ofensiva atingiu uma refinaria de petróleo na capital russa, deixou dois mortos e forçou a evacuação de 400 pessoas no último dia das eleições regionais.

Redação Apuramos

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René DeAnda/Unsplash — imagem ilustrativa
René DeAnda/Unsplash — imagem ilustrativa

A Ucrânia lançou neste domingo (20) o que autoridades russas descreveram como o maior ataque de drones já registrado contra Moscou, no terceiro e último dia das eleições regionais e parlamentares na Rússia. Segundo a CNN Brasil, mais de 1.600 drones foram abatidos em diferentes frentes do país desde sábado (19), dos quais cerca de 450 tinham a capital russa como alvo.

A ofensiva atingiu principalmente uma refinaria de petróleo em Moscou, que pegou fogo após ser atingida por um dos drones. A unidade processou 11,6 milhões de toneladas de petróleo em 2024, com produção de 2,9 milhões de toneladas de gasolina e 3,2 milhões de toneladas de diesel, segundo dados citados pela CNN Brasil.

O ataque deixou dois mortos e levou à evacuação de cerca de 400 pessoas na região metropolitana de Moscou, incluindo 70 crianças retiradas de um prédio de 21 andares no distrito de Ramenskoye. Um apartamento foi atingido diretamente por um drone, e outras casas na região ficaram danificadas.

O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, classificou a ofensiva como "sem precedentes" e afirmou que ela foi "claramente planejada com o objetivo de perturbar as eleições". Segundo ele, o adversário "não conseguiu atingir esse objetivo", já que a votação prosseguiu normalmente nas seções eleitorais da capital.

Segundo a Metrópoles, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou horas depois que a operação combinou mísseis e drones dos modelos Flamingo e Pelican, desenvolvidos pela indústria bélica ucraniana. Ele afirmou que o objetivo é atingir a infraestrutura de logística e combustíveis que sustenta o esforço de guerra russo. "São bilhões de dólares que sustentam a máquina de guerra", disse, ao justificar o foco em alvos energéticos.

Ataques ucranianos contra refinarias e terminais de petróleo russos se intensificaram nos últimos meses, em uma estratégia para reduzir a receita que o Kremlin obtém com a exportação de combustíveis e usa para financiar as operações militares na guerra, que já dura mais de quatro anos.

As eleições regionais e municipais russas, realizadas em um cenário de forte controle estatal sobre a imprensa e sem espaço relevante para a oposição, tendem a referendar o partido governista Rússia Unida. Ainda assim, o momento escolhido pela Ucrânia para a ofensiva reforça o caráter simbólico do ataque, que busca expor aos eleitores russos os custos da guerra iniciada por Moscou em 2022.

O episódio ocorre em meio à escalada de ataques recíprocos entre os dois países. Neste mesmo fim de semana, a CNN Brasil registrou que um ataque de drone russo matou uma mãe e seus dois filhos nos arredores de Kiev, evidenciando que as negociações de paz mediadas por outros países seguem sem avanços concretos.

Fontes consultadas nesta apuração

  • ucrânia
  • rússia
  • moscou
  • guerra
  • drones
  • eleições

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