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Dólar hoje (12/08): moeda sobe a R$ 5,18 e Ibovespa cai de novo

Bolsa brasileira recua 0,23%, aos 167.491 pontos, e emenda mais um pregão negativo um dia depois do tombo de 2,5% e do rebaixamento do Brasil pelo JPMorgan

Redação Apuramos

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Dólar hoje (12/08): moeda sobe a R$ 5,18 e Ibovespa cai de novo
Maxim Hopman/Unsplash — imagem ilustrativa

O dólar comercial fechou esta quarta-feira (12) em alta de 0,36%, cotado a R$ 5,179, enquanto o Ibovespa encerrou o pregão em baixa de 0,23%, aos 167.491 pontos. Os dados são do balanço de fechamento publicado pelo Finance News às 17h28.

O resultado prolonga a sequência negativa da Bolsa brasileira, que vinha de uma queda de 2,5% na véspera. O Money Times classificou o pregão desta quarta como o sexto dia consecutivo de recuo do índice.

Ao longo do dia, o mercado oscilou bastante. Segundo a CNN Brasil, o Ibovespa abriu em alta, cedeu forte na sequência e chegou perto da estabilidade (-0,01%) por volta das 16h12, pouco antes do encerramento. O dólar também variou: a moeda americana chegou a bater R$ 5,1794 e, no mesmo horário, era negociada a R$ 5,1701.

O que pressionou o mercado brasileiro

O pano de fundo das últimas sessões é o chamado "risco Brasil" — a combinação de dúvidas fiscais e incerteza eleitoral a menos de dois meses da eleição de outubro.

Na terça-feira (11), o JPMorgan reduziu sua recomendação para as ações brasileiras de overweight (quando o banco sugere elevar a exposição a esses papéis) para "neutra", conforme apurou o Poder360. O banco também cortou o preço-alvo do Ibovespa para o fim de 2026, de 190 mil para 185 mil pontos.

Em relatório enviado a clientes, o JPMorgan afirmou que ativos brasileiros costumam ter desempenho inferior nos seis meses que antecedem eleições. "No geral, tudo parece muito calmo por enquanto no que diz respeito aos preços, e optamos por ficar à margem antes da volatilidade que se aproxima", diz o texto, citado pelo Poder360.

Na frente dos juros, o banco projeta um corte de 0,25 ponto percentual na Selic em setembro, seguido de uma "longa pausa" até o segundo trimestre de 2027. A taxa básica está em 14% ao ano, após ter recuado 0,25 ponto em 5 de agosto.

Relembre o tombo da véspera

A sessão de terça-feira foi a mais dura em semanas. O Ibovespa caiu 2,5% e fechou aos 167.874,64 pontos — o menor patamar de encerramento desde 20 de janeiro, segundo a CNN Brasil.

O The Rio Times calculou que o índice terminou o dia 15,5% abaixo da máxima de 52 semanas, de 198.657 pontos. As maiores perdas ficaram com o setor financeiro: as units do BTG Pactual recuaram 6,9% e as ações do Itaú, 3,5%.

Serviços estáveis e inflação americana em linha

No Brasil, a agenda de indicadores foi enxuta. O IBGE informou que o setor de serviços ficou estável em junho na comparação com maio, contrariando a expectativa de economistas, que projetavam nova queda.

"Esperamos que o PIB cresça 0,5% no segundo trimestre, confirmando a tendência de moderação que temos visto nos dados setoriais", avaliou André Valério, economista sênior do Inter, em análise divulgada pela CNN Brasil. Para ele, esse cenário permite ao Copom seguir com o ciclo de calibração, levando os juros a 13,25% no fim de 2026.

Lá fora, o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos subiu 0,1% em julho e 3,4% em 12 meses, em linha com as projeções. O núcleo do índice avançou 0,2% no mês e 2,5% no ano. O resultado enfraquece o argumento para uma alta de juros pelo Federal Reserve no próximo mês.

Em Nova York, o dia foi de leve alta: o S&P 500 subiu 0,26% e a Nasdaq, 0,54%. O Dow Jones caiu 0,04%.

Ficha do dia (12/08)

  • Ibovespa: -0,23%, aos 167.491 pontos
  • Dólar comercial: +0,36%, a R$ 5,179
  • Dow Jones: -0,04% | S&P 500: +0,26% | Nasdaq: +0,54%
  • Selic: 14% ao ano

Entre as ações, mineradoras e siderúrgicas foram destaque positivo. Segundo a CNN Brasil, Vale, CSN Mineração, Gerdau, Siderúrgica Nacional e Usiminas subiam entre 0,56% e 3,56%, impulsionadas pela valorização do minério de ferro na China. Na ponta oposta, a Direcional caía 4,09%, a R$ 10,57, depois de divulgar balanço do segundo trimestre.

Fontes consultadas nesta apuração

  • dólar
  • ibovespa
  • bolsa de valores
  • b3
  • jpmorgan
  • mercado financeiro
  • câmbio
  • selic

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