O furacão Polo tocou terra na costa do Pacífico do México na terça-feira (29), atingiu a Baja California Sur e depois seguiu para o estado de Sonora, no noroeste do país. Até as últimas informações divulgadas por agências internacionais, nenhuma morte ou ferido grave havia sido registrado.
Segundo a agência AFP, em reportagem reproduzida pelo Jornal de Brasília, o Polo chegou à costa entre as categorias 2 e 3 da escala Saffir-Simpson. Antes disso, o sistema havia oscilado entre as categorias 4 e 5 em alto-mar. A região mais afetada foi o povoado de Puerto San Carlos.
O que aconteceu
De acordo com a AFP, a passagem da tempestade derrubou árvores, causou quedas de energia, quebrou janelas e alagou parcialmente ruas. Um trecho da barreira de areia que protege a área costeira também desabou. Cerca de 700 pessoas buscaram abrigo, inclusive em escolas.
Já a Reuters, citada pelo Terra, informou que o furacão perdeu força e chegou a Sonora com ventos máximos sustentados de aproximadamente 120 km/h, depois de provocar chuvas torrenciais na Baja California Sur. Segundo a agência, 543 pessoas estavam em centros de refúgio quando a tempestade se aproximava. A diferença entre os números reflete contagens feitas em momentos distintos.
Preparação e resposta
Segundo a AFP, cerca de 7 mil integrantes das Forças Armadas foram mobilizados na Baja California Sur. As aulas e o expediente de servidores públicos foram suspensos, o acesso às praias foi restringido e as atividades marítimas foram interrompidas.
A Euronews informou que o Polo chegou a ter rajadas de até 185 km/h quando ainda era de categoria 3, e que o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos previa entre 15 e 30 centímetros de chuva em algumas áreas da Baja California Sur. Em Sonora, o governo estadual suspendeu atividades não essenciais, incluindo aulas e eventos esportivos, e a Marinha mexicana deslocou três navios para auxiliar comunidades costeiras que pudessem ficar isoladas.
Declaração do governador
O governador da Baja California Sur, Víctor Castro, afirmou, segundo a AFP: "A passagem do furacão nos deixou chuva, mas sem perda de vidas, o que é o mais importante". Ele disse ainda que as autoridades não tiveram grandes problemas para acomodar quem procurou abrigo.
Enfraquecimento e efeitos nos EUA
Conforme a Reuters, o Centro Nacional de Furacões dos EUA esperava um enfraquecimento rápido à medida que o centro do Polo avançasse para o interior. Ainda assim, a AccuWeather alertou que os remanescentes da tempestade, carregados de umidade, podem provocar chuvas intensas no sudoeste dos Estados Unidos e nas planícies do país.
Temporada intensa
A Euronews lembrou que o fenômeno El Niño deve intensificar a atividade de tempestades e furacões no Pacífico neste ano. Segundo a publicação, o meteorologista Bob Oravec, do Serviço Meteorológico Nacional dos EUA, afirmou que a atividade no Pacífico está "mais intensa do que o normal" para esta fase da temporada. A Baja California Sur tem alta exposição a ciclones.
O Apuramos segue acompanhando o balanço de danos e a trajetória dos remanescentes do Polo.