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Hospital de Amor abre em Barretos ala que dobra reabilitação

Presidente Lula e o ministro Alexandre Padilha visitaram neste sábado (5) o novo complexo DREAM, de quase 8 mil metros quadrados. O atendimento segue 100% gratuito pelo SUS.

Redação Apuramos

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Jair Lázaro/Unsplash — imagem ilustrativa
Jair Lázaro/Unsplash — imagem ilustrativa

O Hospital de Amor, em Barretos (SP), inaugurou o Diretório de Reabilitação Moderna (DREAM), um complexo de quase 8 mil metros quadrados voltado a pacientes que ficaram com sequelas do câncer ou do próprio tratamento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitaram as novas instalações neste sábado (5).

Segundo a Agência Brasil, a estrutura reúne ambulatórios, boxes individualizados de terapia, espaços para atendimento médico e multiprofissional e uma unidade de internação com 18 leitos — dois deles destinados a cuidados semi-intensivos —, com assistência 24 horas. Todo o atendimento é gratuito, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Antigo Hospital de Câncer de Barretos, a instituição é apontada como o maior centro oncológico de atendimento 100% gratuito da América Latina. A construção da nova ala contou com recursos da Fundação Banco do Brasil.

O que muda para o paciente

De acordo com o Brasil 247, o serviço de reabilitação deixa uma área de 2 mil metros quadrados e passa a ocupar cerca de 8 mil — expansão que deve dobrar a capacidade de atendimento. A proposta é concentrar num só endereço diagnóstico, cirurgias de média e alta complexidade, tratamento de complicações e terapias complementares, evitando que o paciente circule entre serviços diferentes.

O DREAM trabalha em quatro frentes: reabilitação física, intelectual, visual e auditiva. O público principal são pacientes oncológicos já acompanhados pela casa que apresentam limitações de mobilidade, força, equilíbrio, cognição, comunicação, deglutição, audição ou visão, além de amputações. Também são atendidas pessoas sem câncer que tenham deficiências físicas, intelectuais ou sensoriais, congênitas ou adquiridas.

Padilha afirmou que a unidade nasceu de uma constatação da equipe: muitos pacientes venciam o câncer, mas saíam do tratamento com sequelas da medicação ou da cirurgia e precisavam de reabilitação física, visual e auditiva para retomar a vida. Em discurso, Lula disse que nenhum país com mais de 100 milhões de habitantes tem um sistema de saúde como o SUS.

O diretor do hospital, Henrique Prata, sustentou que um centro completo como aquele não existe nem na rede privada e creditou o resultado à participação conjunta da sociedade e do governo.

Os números da rede

Só em 2025, a unidade de reabilitação de Barretos assistiu 8.198 pacientes, somando 62.319 atendimentos e 157.210 procedimentos, informa o Brasil 247. Considerando toda a rede de reabilitação do Hospital de Amor — que inclui também Araguaína (TO) e Porto Velho (RO) —, foram 126.745 atendimentos médicos e multidisciplinares e 539.880 procedimentos no ano. As oficinas ortopédicas da instituição entregaram 3.521 órteses e próteses sob medida.

A cobertura alcança os 18 municípios do Departamento Regional de Saúde (DRS) de Barretos, além dos encaminhamentos internos da própria rede.

Estrutura e tecnologia

O centro cirúrgico do DREAM tem duas salas para procedimentos de média e alta complexidade em oftalmologia, ortopedia, neurocirurgia e otorrinolaringologia, com quatro leitos de recuperação pós-anestésica. Há ainda câmara de oxigenoterapia hiperbárica para o cuidado de feridas complexas, infecções e lesões associadas à radioterapia.

Na área de reabilitação, o complexo dispõe de piscina aquecida para hidroterapia, salas de cinesioterapia, academia, laboratório de movimento, ginásio poliesportivo e espaços para esportes adaptados. Há também uma casa adaptada, usada para treinar atividades do dia a dia como alimentação, autocuidado e tarefas domésticas, e um centro hípico para equoterapia.

Entre os equipamentos citados pela Agência Brasil estão o Lokomat, exoesqueleto robótico acoplado a uma esteira para treino intensivo de marcha, e o NIRVANA, sistema imersivo de estimulação motora, cognitiva e neurossensorial. Realidade virtual e gamificação completam o conjunto. A instituição ressalta que essas tecnologias servem para medir resultados e tornar a terapia mais interativa, sem substituir o vínculo clínico entre profissional e paciente.

Fundado em 1962, o Hospital de Amor é administrado por uma instituição privada sem fins lucrativos, hoje liderada por Henrique Prata, filho dos fundadores, os médicos Paulo Prata e Scylla Duarte Prata. O atendimento é integralmente gratuito e sustentado por doações da iniciativa privada, apoio da comunidade e repasses governamentais.

Fontes consultadas nesta apuração

  • hospital de amor
  • barretos
  • câncer
  • reabilitação
  • sus
  • lula
  • alexandre padilha
  • saúde

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